"Eu não sabia": Requião nega ter pedido quebra de sigilo de jornalistas
"Eu não sabia": Requião nega ter pedido quebra de sigilo de jornalistas
"Eu não sabia" : Requião nega ter pedido quebra de sigilo de jornalistas
O governador do Paraná e candidato à reeleição Roberto Requião (PMDB) negou, na edição de hoje (23/10) do jornal Folha de S. Paulo , que tenha sido o responsável pelo pedido de quebra de sigilo telefônico de quatro jornalistas locais durante o primeiro turno.No final de setembro, a coligação de Requião solicitou, à Justiça Eleitoral, a quebra de sigilo de Caio Castro Lima, Karlos Kohlbach e Celso Nascimento, repórteres da Gazeta do Povo , e Mari Tortato, correspondente da Folha de S. Paulo no estado.
Os jornalistas teriam obtido, ilicitamente, segredos de Justiça para produzir matérias sobre o caso Rasera, que envolveu um ex-assessor especial do Governo que chefiaria uma quadrilha de arapongas, prestando serviços de escutas telefônicas ilegais.
Em entrevista ao repórter José Maschio, publicada hoje na Folha , Requião afirmou que "não teve pedido de quebra de sigilo de jornalista".
Atribuindo má-fé ao jornal Gazeta do Povo , o governador acredita ter sido vítima de armação durante o primeiro turno. "Os repórteres defendem o sigilo da fonte, mas é preciso chegar a essa fonte para se mostrar que houve armação", disse, citando ainda uma suposta campanha contra seu governo, liderada pela publicação e pela TV RPC, afiliada da Globo.
Em relação às quebras de sigilo, fez uma declaração que já se tornou comum no País: "Eu não tinha como saber, em campanha, o que os advogados estavam fazendo". 





