PT: À espera da mentira menor, por Danilo Sanches*
PT: À espera da mentira menor, por Danilo Sanches*
PT : À espera da mentira menor, por Danilo Sanches*
* Danilo Sanches é aluno do 2º ano do curso de Jornalismo da PUC-Campinas O sufoco do Partido dos Trabalhadores é nítido. Abocanha metade dos votos válidos, mas a diferença que o faria levar o segundo turno é anti-Lula.A situação é um desdobramento da tensão interna que o partido vive mais fortemente desde a década de 90, quando o Campo Majoritário se impôs como tendência dominante (sucedendo a Articulação). As dissidências das correntes de extrema-esquerda, que deram origem a partidos como o PCO, PSTU e PSOL, são indícios de que a burocratização do PT transformaria o partido numa máquina eleitoral aliada à democracia burguesa.
As concessões e os escândalos vieram só para ilustrar o que já tomava forma inicialmente. E as omissões do presidente são antes uma prova do quão escolado é. Aprendeu com o aparelhamento e o cinismo da política profissional.
A postura ironicamente mais coerente com a proposta é a dos tucanos. Falam num país melhor, em fazer o possível. Fácil de justificar e consultar a classe média a respeito do que é melhor.
Essa transparência forjada das propostas mostra o quanto são confiantes na ingenuidade do povo (que em época de eleição: eleitores).
Fernando Henrique Cardoso mostrou às custas de que e de quem é que se fará este possível. A privatização da Companhia Vale do Rio Doce rendeu ao tesouro nacional cerca de R$3 bilhões, por exemplo. No entanto, só no ano passado, o lucro que gerou foi de R$6,4 bi.
Uns ludibriam, outros enganam e eu fico com o hai-kai do meu Professor Zanotti, que rima eleição com traição como se antes não rimassem.
É com passo estreito que não se reduz ao clichê o abster-se do processo eleitoral. É com um olhar atento ao que se quer de verdade que não se aposta no menos pior.
A proposta é aquela ainda, que alguns se cansaram de esgoelar. 





