Pra variar: Em carta de renúncia, Roriz critica "furor" da imprensa
Pra variar: Em carta de renúncia, Roriz critica "furor" da imprensa
Pra variar: Em carta de renúncia, Roriz critica "furor" da imprensa
Em seu discurso de renúncia, lido na tribuna do Senado na noite da última quarta-feira (4) pelo senador Mão Santa (PMDB - PI), o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) criticou mais uma vez a imprensa. A carta também fez críticas ao "desapreço" dos colegas e à atuação do corregedor-geral Romeu Tuma (DEM-SP), que considerou "graves" as denúncias contra o colega. O trecho em que Roriz cita a imprensa diz: "O furor da imprensa, o açodamento de alguns, lamentavelmente ecoaram mais alto. Pesou apenas o propósito de destruir uma vida pública coroada por relevantes serviços prestados à sociedade, particularmente ao povo mais humilde."
O senador também alegou estar sendo vítima do "mal", apesar de sua vida ter sido pautada pelo "resguardo da coisa pública". A decisão pela renúncia, segundo a carta, teria sido tomada em respeito aos eleitores do Distrito Federal e não provocou nele temor de que fosse interpretada como gesto de fraqueza. "Não temo que meu gesto seja interpretado como demonstração de fraqueza. Prefiro acreditar na grandeza que se pode colher quem vive os fatos da história."
Com a renúncia, o senador escapa de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado, o que, no limite, poderia cassar seu mandato e torná-lo inelegível até 2022 - quando terá 86 anos.
A renúncia foi apressada pela decisão da Mesa Diretora do Senado de encaminhar a representação do PSOL contra Roriz para o Conselho de Ética. O processo só seria evitado se o senador renunciasse antes de ser notificado. Como o presidente do Conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), disse que notificaria Roriz nesta quinta-feira (5), o senador peemedebista encaminhou a carta de renúncia.
Joaquim Roriz é acusado de quebra de decoro após a divulgação de conversas telefônicas que o mostraram negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Tarcísio Franklin de Moura. As gravações foram realizadas durante a Operação Aquarela, comandada pela Polícia civil do Distrito Federal, que desbaratou um esquema de desvio de dinheiro do BRB.
O senador negou as acusações e disse que o dinheiro provém de um empréstimo de R$ 300 mil, que teria sido utilizado para comprar uma bezerra e ajudar um primo. Com informações da e .






