Polêmica: Paulo Henrique Amorim acusa ministro da Justiça de interferir na Polícia Federal para beneficiar Globo
Polêmica: Paulo Henrique Amorim acusa ministro da Justiça de interferir na Polícia Federal para beneficiar Globo
Polêmica : Paulo Henrique Amorim acusa ministro da Justiça de interferir na Polícia Federal para beneficiar Globo
O jornalista Paulo Henrique Amorim, em seu blog "Conversa Afiada", acusou o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, de intervir em negociações da Polícia Federal com a TV Record para beneficiar a Globo.Amorim, apresentador do "Domingo Espetacular", relata que a emissora e o programa teriam obtido, por meio de um produtor, a prioridade da PF para a divulgação de imagens e informações sobre o caso "Kolibra", que investiga o libanês Joseph Nasrallah, o "Sheik do Tráfico".
Segundo o jornalista, a Globo fez o mesmo pedido por e-mail, o que foi negado, já que a Record havia apresentado o requerimento antes.
A repórter do "Fantástico" Mariana Kotscho, então, teria ido à sede Polícia Federal em São Paulo para exigir a quebra da precedência da Record. Ao ter o pedido negado, "pretextou que tinha sido mal-tratada" e avisou que iria registrar um Boletim de Ocorrência e ligar para o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para reverter a decisão.
Paulo Henrique afirma ainda que a Record recebeu ligação da PF informando que, a pedido de Bastos, as imagens e informações seriam repassadas também à Globo. Segundo ele, que entrou em contato com o ministro, o contato de Bastos com Paulo Lacerda foi feito para esclarecimentos sobre o tratamento dado a Mariana Kotscho, que está grávida.
O ministro teria informado a Amorim que ligaria novamente para o diretor-geral da PF. "Neste domingo, a reportagem do `Fantástico´ sobre o assunto não continha nenhuma imagem ou informação que a Polícia Federal tivesse dado, com exclusividade, à Record. A ordem de dar para o `Fantástico´ também, portanto, foi revertida", relata Paulo Henrique.
Outros lados - A Globo, em nota, negou as acusações do apresentador da Record. A emissora afirmou que Mariana Kotscho foi à PF para fazer uma entrevista sobre o caso e foi tratada com agressividade pelo assessor de imprensa do órgão, chegando a desmaiar.
O contato com Márcio Thomaz Bastos teria sido feito como forma de protesto, não para pedir a quebra da exclusividade.
Já o ministro afirmou a Daniel Castro, na Folha de S. Paulo , que foi procurado pela direção da emissora carioca para receber a reclamação de que a PF negara informações a Mariana e que jamais interferiu na questão da exclusividade da Record. 





