Polêmica: Em sabatina da Folha, ministro da saúde defende debate do aborto e restrição ao álcool 

Polêmica: Em sabatina da Folha, ministro da saúde defende debate do aborto e restrição ao álcool 

Atualizado em 26/06/2007 às 08:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Polêmica: Em sabatina da Folha, ministro da saúde defende debate do aborto e restrição ao álcool

Em sabatina realizada na última segunda-feira (25), pela Folha de S. Paulo , o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu o debate sobre a descriminalização do aborto e a implantação de restrições à propaganda de bebidas alcoólicas.

Questionado sobre os números do aborto no Brasil, Temporão disse que uma pesquisa da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) revelou que, em 2005, ocorreram 1,4 milhão de abortos clandestinos no país. Ainda de acordo com o ministro, cerca de 220 mil mulheres realizam curetagens em decorrência de abortos no SUS (Sistema Único de Saúde), anualmente. "Se considerarmos que o aborto é um crime, todos os dias, 780 mulheres teriam que ser presas, sem contar seus médicos e, eventualmente, seus companheiros".

Temporão não afirmou se defende a descriminalização do aborto, mas declarou que, na sua opinião, o feto tem direito à proteção jurídica a partir da 12ª semana de gestação, quando começa a formação do sistema nervoso central. Para ele, o debate sobre o tema refletiria um "processo de amadurecimento da sociedade".

O ministro defendeu ainda restrições à propaganda de bebidas alcoólicas, a exemplo do que foi feito com a indústria tabagista. De acordo com Temporão, apenas entre 2005 e 2006, o consumo de álcool no Brasil cresceu 7,5%. O ministro foi aplaudido ao sugerir que a classe artística avalie a serviço de que coloca sua imagem, antes de endossar campanhas de bebidas.