Polêmica: Depois de CartaCapital, diretor da Globo se desentende com Paulo Henrique Amorim e Ricardo Boechat
Polêmica: Depois de CartaCapital, diretor da Globo se desentende com Paulo Henrique Amorim e Ricardo Boechat
Polêmica : Depois de CartaCapital , diretor da Globo se desentende com Paulo Henrique Amorim e Ricardo Boechat
O jornalista Paulo Henrique Amorim envolve-se em uma nova polêmica, por meio de seu blog Conversa Afiada, hospedado no portal iG. O adversário da vez é Ali Kamel, diretor-executivo da Central Globo de Jornalismo.O imbróglio começou na sexta-feira (20/10), com o post "Kamel errou: o `JN´ sabia da queda do Gol", que repercutiu a edição desta semana de CartaCapital .
A revista traz uma carta escrita pelo próprio Kamel, explicando-se e defendendo-se das acusações de que teria privilegiado, na edição de 29 de setembro do "Jornal Nacional", a cobertura do escândalo do dossiê, em detrimento do desastre aéreo, para prejudicar o presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - denúncia feita na edição passada da publicação de Mino Carta.
Amorim afirmou em seu blog que recebeu telefonema de Ricardo Boechat, editor-chefe e apresentador do "Jornal da Band", corroborando a tese de CartaCapital e contradizendo Kamel.
O jornalista disse que a informação de que o avião da Gol havia caído foi divulgada no telejornal da emissora paulista antes do início do "Jornal Nacional" e que boletins mais detalhados foram ao ar durante o telejornal da Globo.
Kamel, então, pediu um "direito de resposta" a Amorim, concedido na manhã de ontem (22/10). O diretor da Globo mantém as explicações dadas à CartaCapital , reiterando que o portal Terra havia sido o primeiro a divulgar o acidente, de forma especulativa, após o "Jornal Nacional".
De acordo com Kamel, a Globo, por critérios editoriais, não daria uma notícia dessa proporção sem antes confirmar o número do vôo e da rota, e acrescentou uma série de críticas à Band, baseando-se em horários de início e término de telejornais.
Ontem à tarde, Ricardo Boechat voltou à tona e refutou todas as informações de Kamel, apresentando mais uma série de horários e afirmando que o departamento de Jornalismo da Band, com méritos, deu um "banho" na cobertura do desastre da avião da Gol.
E logo depois, Amorim fez um novo post , intitulado "Kamel não é Evandro", no qual enche de críticas o diretor da Globo, chamando a edição do "Jornal Nacional" de 29 de setembro um "jornalismo parcial, militante, anti-trabalhista".
Para o apresentador do "Domingo Espetacular", da TV Record, o "JN" fez uma "intervenção no processo político muito mais profunda do que a edição (...) na véspera do segundo turno, que elegeu Collor". Amorim opina que a Globo agiu com "ódio" e sentimento de "vingança".
Acreditando que o "manda-chuva do Jornalismo da Globo" é mais importante que o Ministro da Justiça, Amorim afirma que Kamel é diferente de seu antecessor, Evandro Carlos de Andrade, por deixar "impressões digitais" e agir de forma "sobre-subserviente", um "guardião da doutrina da família Marinho".
Até o fechamento desta nota, não havia resposta do diretor da Globo. 





