Pé de guerra: Governo do Paraná X Revista Exame

Pé de guerra: Governo do Paraná X Revista Exame

Atualizado em 01/12/2005 às 14:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Pé de guerra: Governo do Paraná X Revista Exame


Em resposta à matéria publicada pela Revista Exame , da Editora Abril, no último dia 23, o Governo do Paraná rebate as acusações em uma página inteira de informe publicitário publicado nos principais jornais do páis.

O governo assegura que a revista mentiu, manipulou e distorceu informações sobre o Estado. "É preciso restabelecer a verdade. Não apenas para esclarecer as acusações levianas, mas, sobretudo, para defender o Estado e suas empresas públicas", assinala o informe.

Muitas afirmações da Exame levam a crer que o governo - e mais especificamente a figura do governador Roberto Requião (PMDB) - tem tomado medidas ilícitas que não contribuem para o progresso do Paraná. As acusações vão desde parcerias empresariais duvidosas com o presidente venezuelano Hugo Chavez até movimentações bancárias ilegais, desatamento de acordos que só traziam benefícios à economia e abuso do poder.

O governo se defende: "A missão empresarial à Venezuela foi a maior e mais bem sucedida que o Estado realizou desde o início do atual governo". A afirmação é baseada no aumento de 76,96% das exportações do Paraná para a América Latina, de 2003 a 2004.

Quanto às acusações de reassumir o controle da Companhia de Saneamento do Paraná e ignorar um acordo que delegava a gestão aos acionistas privados, o governo joga as responsabilidades na Assembléia Legislativa. "Ela aprovou, por unanimidade, decreto legislativo que anula o pacto de acionistas".

Os quatro últimos itens aos quais o governo responde chamam, particularmente, a atenção. Há a denúncia de que Requião suspendeu o pagamento de obras para usinas termelétricas a partir do pressuposto de que haveria riscos de explosão. O governo culpa, indiretamente, a gestão anterior, que teria inventado a construção de uma usina ao lado da termelétrica para fazer a adaptação do gás, o que, na verdade, não era necessário e custou US$ 43 milhões. Requião ainda reitera que um laudo pericial solicitado pelo Judiciário constatou a impossibilidade do funcionamento da usina, com riscos de explosão.

Já no final, o governo responde a três acusações que dizem respeito aos portos do Estado. As afirmações do aumento da lentidão de trabalho nos portos e da elevação dos custos de exportação de soja e derivados são rebatidas com dados que indicam o progresso. A disponibilidade financeira do Porto de Paranaguá chegaria, de acordo com o governo, a mais de R$200 milhões e, só ele, teria exportado 2% a mais de soja que no último ano.

O informe é patrocinado pela Administração dos Portos do Paranaguá e Antonina (Appa), pela Companhia de Energia Elétrica do Paraná (Copel), pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e pelo próprio Governo do Estado.