Parada Gay: Mídia aposta em pautas divertidas e inusitadas na cobertura do evento
Parada Gay: Mídia aposta em pautas divertidas e inusitadas na cobertura do evento
Atualizado em 11/06/2007 às 14:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Parada Gay : Mídia aposta em pautas divertidas e inusitadas na cobertura do evento
Foto: DivulgaçãoO tema não é novo, por isso o risco de se cair no senso-comum ou nos clichês é grande. Falar da Parada Gay, que, na sua 11ª edição, reuniu público recorde no último domingo (dia 10), pode se tornar um desafio para jornalistas e profissionais da comunicação. Porém, neste ano, a cobertura da mídia sobre o assunto foi "mais que satisfatória" e apostou em pautas criativas e inusitadas. Pelo menos esta é a opinião do jornalista Marcelo Cia, diretor de conteúdo do site , especializado no público GLBT.
Segundo ele, a cobertura da grande mídia foi "muito boa", antes mesmo do evento, com matérias que discutiam temas de grande relevância para o público gay, como a adoção de crianças por casais homossexuais. "Não consegui avaliar muito bem porque também estava trabalhando na cobertura do evento, mas gostei bastante do que vi", diz.
Número recorde
A 11ª Parada do Orgulho GLBT reuniu, de acordo com dado divulgado pelos organizadores, cerca de 3,5 milhões de pessoas, o que deve fazer com que o evento entre para o "Livro dos Recordes". O que chamou a atenção foi o grande número de heterossexuais, o que, para Cia, só trouxe resultados positivos. "Não importa se tem só [público] GLS ou não. Quem está lá é simpatizante e é preciso que exista esta diversidade, se não, seria um evento de um gueto. Se eles (público heterossexual) não estão, a Parada perde o sentido", diz o jornalista, que ressaltou ainda, que o importante não é discutir números, mas avaliar os resultados do evento, como recursos e políticas públicas geradas.
Como lado negativo do show, além da sujeira que ficou nas ruas e pequenas brigas que ocorreram no decorrer da Parada, estão os eventuais assaltos e furtos, dos quais Marcelo Cia não conseguiu escapar. O jornalista teve o celular e a carteira roubados. "Faz parte", finaliza.






