Os comunicadores visionários / Por: Amaro Junior - UniNilton

Os comunicadores visionários / Por: Amaro Junior - UniNilton

Atualizado em 17/02/2006 às 10:02, por Por: Amaro Junior/Centro Universitário UniNilton Lins - Amazonas.

Os comunicadores visionários / Por: Amaro Junior - UniNilton

Todos nós sabemos que em um mundo capitalista, para se lançar um produto ou um serviço, é necessário um bom estudo ou uma boa pesquisa. Qualquer que seja o seu ramo de atuação, uma imensa quantidade de informações é levantada para se verificar a aceitação do novo produto pelo seu público consumidor.

Na prestação de serviço, mais precisamente no mercado da comunicação - jornal impresso, existem empresários que enxergam as coisas com olhos de águia, ou seja, têm mais facilidade de acertar do que errar ao tomarem determinadas decisões.

No jornalismo impresso local, um desses empresários vem me chamando atenção já faz algum tempo. Dissica Valério Thomás Filho, (Dissiquinha) diretor de estratégias do jornal A Crítica, há alguns anos, conseguiu enxergar o que ninguém tinha conseguido ver no disputado mundo da informação: uma coluna social para anônimos. Isso mesmo, um espaço onde pessoas desconhecidas aparecessem - fotografadas, e onde informações sobre estes anônimos fossem divulgadas. Mas, como encarar um desafio como esse sozinho? Foi aí, que o destino se apresentou e deu um jeito de colocar frente a frente duas pessoas
que têm o privilégio de possuir um dom que poucos seres humanos têm: ver e enxergar além da caverna, do banal, do óbvio.

Com a determinação que só os vitoriosos têm, esse jovem jornalista encarou o desafio juntamente com Tio Adão, o fotógrafo dos anônimos, e revolucionou o mercado ao lançar em seu jornal a coluna "Tô na Festa", que circula todas as segundas-feiras e que traz entre outras coisas fotos de pessoas anônimas, mas que também vivem em sociedade criando, portanto, um novo tipo de colunismo no jornalismo: a coluna social dos anônimos.

Mas os desafios não pararam por aí. Com o sucesso alcançado com a coluna "Tô na Festa", que alavancou as vendas do jornal às segundas-feiras, o jovem empresário não se deu por satisfeito. O jornal em que é um dos diretores, criou, organizou e começou a divulgar o Peladão - maior campeonato de futebol do mundo de peladas, onde centenas de times e milhares de pessoas participam e que requer uma organização onde as falhas jamais podem acontecer.

Para dar suporte a um evento gigantesco como este, era preciso que a
divulgação fosse re-criada, que novos meios de publicação aparecessem e que com elas o mega evento fosse noticiado a contento, para o imenso público leitor de A Crítica. Surge então o caderno do Peladão que circula às sextas-feiras e que traz em suas páginas todas as informações sobre o que rola no mundo das peladas como: classificações das equipes, tabelas de jogos, escalações dos times, locais das partidas e as eliminatórias do concurso miss Peladão entre outros.

O novo e moderno caderno traz de volta a velha e vitoriosa parceria entre Dissiquinha e Tio Adão. Agora o objetivo é mostrar através das páginas do jornal, os anônimos que circulam pelos campos onde os jogos são realizados, as figuras que fazem a festa nas arquibancadas e que, portanto, são verdadeiramente os responsáveis pelo sucesso do maior campeonato de peladas do mundo.

O símbolo do jornal, representado na figura dos três bonecos e que tem como slogan: A Crítica de mãos dadas com o povo, criado pelo fundador do jornal Umberto Calderaro Filho, é finalmente visualizado por todos, mostrando aí a verdadeira proposta do jornal - de estar sempre ao lado do povo, falando do povo, quando da criação da coluna para os anônimos.

Podemos fazer então uma ligação da proposta do fundador do jornal com o que ele mostra hoje em dia? Eu acho que sim, pois a proposta deste jornal sempre foi e sempre será de mostrar o povo, de estar de mãos dadas com ele. A Crítica é o jornal onde povo se vê, onde o povo se enxerga.

O que transforma homens comuns em profissionais vitoriosos? Qual a força que existe por trás dessas pessoas, e o que as encoraja a tomar decisões que custam dinheiro em um mercado tão disputado como o da comunicação? Estaria a mídia procurando cada vez mais mostrar o povo para o povo?

A resposta para essas e outras perguntas eu deixo para os leitores, mas faço questão de dar meu testemunho somente em um assunto: para se criar, inovar e viver em busca de espaço neste mundo globalizado, é preciso ter coragem e isso essas duas figuras raras do nosso jornalismo têm. Em um futuro breve a história dirá. Parabéns a você inovador Dissiquinha, você não deixa dúvida de quem é neto, e a você corajoso Tio Adão, pelas coisas novas que nos apresenta em um mundo tão velho e repetitivo como o nosso.

Amaro Junior é radialista, fotógrafo e finalista do curso de jornalismo na UniNilton Lins.