Opinião: Colunistas comentam possível fim do site No Mínimo
Opinião: Colunistas comentam possível fim do site No Mínimo
Opinião: Colunistas comentam possível fim do site No Mínimo
Por Faltam apenas dois dias para o site sair do ar. Desde o fim de abril, quando o site recebeu aviso prévio para rescisão do contrato de patrocínio que mantinha com a Brasil Telecom, seus editores têm participado de reuniões com empresas interessadas em firmar um novo acordo.Até o momento, o Grupo Estado e o Unibanco já manifestaram a intenção de mantê-lo no ar, por meio da aquisição de cotas de patrocínio. Se a operação for concluída, há a possibilidade de o portal passar a ser hospedado pelo Grupo Estado.
Outras empresas também mostraram interesse, mas seus nomes ainda não podem ser divulgados.
A incerteza do encerramento e o prazo exíguo têm gerado clima de tristeza geral na equipe, segundo alguns colunistas. , , e já até se despediram em suas colunas. Outros, ainda o pretendem fazer, como é o caso de Xico Sá, que deve postar sua última mensagem no sábado.
O Portal IMPRENSA quis saber como alguns colunistas encaravam o encerramento do No Mínimo. A opinião deles, você confere abaixo:
Xico Sá
"É uma pena. Acho que é uma burrice sem tamanho, é uma prova do emburrecimento da sociedade. Talvez [o No Mínimo] tenha sido o lugar em que eu mais pude falar o que queria livremente e sendo bem remunerado por isso. Foi muito divertido trabalhar com o site. No começo fiquei espantado, as discussões eram muito quentes e, muitas vezes ninguém compreendia o que eu falava, mas foi muito bacana. O interessante era essa diversidade, ainda mais nesse momento de muita precariedade dos jornais e revistas. Ele era uma ilha de qualidade em meio aos outros veículos e, por isso, a manifestação de todos tem sido muito bonita. Eu, sinceramente, acho que ele vai voltar, porque é muito consistente. Foi uma experiência sensacional, vou sentir muita falta"
Roberto Benevides
"A experiência foi ótima. Fazíamos um tipo de jornalismo que está ficando raro no Brasil, no que diz respeito à qualidade e à liberdade de cada um, sem falar na convivência, que era muito legal. Fico triste [com o encerramento], triste demais. Mas as contas, como sempre, se sobressaem. O retrato dos últimos anos da imprensa brasileira é isso aí. Porém, eu tenho o desejo que ele volte."
Ricardo Kotscho
"Fiquei triste pra caramba [com o anúncio do encerramento]. No começo eu era muito xingado, criticando. Os caras me xingavam muito, mas virava um debate. Então, isso mudou muito o modo como eu encaro o jornalismo. A imprensa estava acostumada a escrever e ficar por isso mesmo, na internet não tem isso. E também tem o fato de que nenhuma redação tem uma equipe ta boa. A turma era muito legal e me lembrava as redações de antigamente, quando a gente se divertia. É muita falta de visão deixar morrer uma iniciativa como esta."
Como forma de não "deixar morrer" o No Mínimo, Ricardo Kotscho anunciou que, até o final do ano, lançará o livro "De volta à planície", uma compilação dos textos publicados por ele no site, durante os 30 meses em que contribuiu para o portal.





