Mercado: Grupo Pão de Açucar dispensa F/Nazca, África e Duda e volta a produzir seus anúncios em casa

Mercado: Grupo Pão de Açucar dispensa F/Nazca, África e Duda e volta a produzir seus anúncios em casa

Atualizado em 28/11/2005 às 18:11, por Da redação.

Mercado: Grupo Pão de Açucar dispensa F/Nazca, África e Duda e volta a produzir seus anúncios em casa

Há oito anos o Grupo Pão de Açúcar promoveu uma virada em sua estratégia de marketing: tirou de sua house organ, a PA Publicidade, que há 22 atendia o grupo, a tarefa de produzir todas as campanhas da casa e contratou grandes agências publicitárias.


No último dia 23 de novembro, segundo o jornal "Propaganda e Marketing", o Grupo Pão de Açucar voltou atrás. A partir de dezembro, a exclusividade da comunicação da empresa volta para as mãos da PA. Dessa forma, todas os contratos com a Africa, a F/Nazca e a Duda Propaganda foram cancelados .


As diversas marcas da Companhia Brasileira de Distribuição estavam distribuídas entre as três companhias. A primeira, de Nizan Guanaes, detinha a conta da bandeira Pão de Açúcar, a F/Nazca perdeu a publicidade do Extra, e o escritório de Duda Mendonça, deixou os supermercados Compre Bem e Sendas.


O objetivo da mudança é ganhar em eficiência, reduzir os gastos, baseado num processo interno da empresa, chamado Orçamento Base Zero, o OBZ, e manter de forma integral o posicionamento de cada bandeira.


Até fevereiro estará completo o processo de transferência das antigas agências para a PA, que será reestruturada em diferentes células, específicas para cada marca do Grupo Pão de Açúcar.


O anúncio levou à demissão de uma equipe de oito profissionais da África, mas que podem ser reabsorvidos no processo de expansão da house agency, que tem atualmente 66 funcionários, número que deve crescer para 80.


Devido às mudanças, especula-se sobre uma possível crise na rede de mercados, que refuta tais idéias e afirma que os cortes apenas fazem parte de um processo de gestão administrativa. De acordo com o divulgado, os investimentos em mídia cresceram em relação ao ano passado, ficando entre R$150 e R$170 milhões.