Meio Ambiente: Serviços são avaliados em US$ 54 trilhões, por José Roberto Paraíso*
Meio Ambiente: Serviços são avaliados em US$ 54 trilhões, por José Roberto Paraíso*
Meio Ambiente : Serviços são avaliados em US$ 54 trilhões, por José Roberto Paraíso*
*José Roberto Paraíso é aluno de Jornalismo do Instituto de Educação Superior de Brasília O valor combinado de 17 serviços, prestados pela biodiversidade, pode chegar a US$ 54 trilhões por ano, segundo o livro "Perspectiva do Meio Ambiente Mundial - GEO-3". O número equivale à cerca de US$ 10 trilhões a mais que o PIB (Produto Interno Bruto) mundial. A regulação da composição gasosa da atmosfera, a proteção de zonas costeiras, a geração e conservação de solos férteis e a absorção de poluentes são alguns exemplos de serviços.Organismos vivos de qualquer habitat e ecossistemas inteiros fazem parte da biodiversidade. Ela é responsável pela qualidade de vida dos humanos. No ano de 1997, dez dos 25 medicamentos mais vendidos no mundo vieram de fontes naturais. Esses produtos farmacêuticos podem movimentar mais do que toda riqueza produzida nos Emirados Árabes Unidos, US$ 150 bilhões por ano.
Apesar de ser a base da subsistência humana, a biodiversidade está ameaçada. Cerca de 24% das espécies de mamíferos e 12% dos pássaros estão ameaçados de extinção, segundo a última "Lista Vermelha", publicada regulamente pela UICN (União para a Conservação Mundial).
Não se sabe ao certo o impacto da redução ou perda de espécies sobre o fornecimento de serviços ambientais, porque alguns animais, chamados de "espécies-chave", têm papéis mais significativos do que outros. E a redução do número das classes de animais afeta o fornecimento de todos às assistências prestadas pelos ecossistemas, pois a captação de recursos é maior em ambientes diversos.
A maior causa da extinção é a destruição ou degradação do habitat . A alteração do solo com o desenvolvimento agrário, as atividades madeireiras, a construção de barragens, a mineração e o desenvolvimento urbano modificam o local onde os animais vivem. Conseqüentemente, afetam 83% das espécies de mamíferos e 85% dos pássaros, ambos ameaçados.
Entre 1980 e 1995, a cobertura florestal em países em desenvolvimento diminuiu cerca de 2 milhões de quilômetros quadrados, área do tamanho do território do México. A principal causa foi a conversão para fins agrícolas e para reassentamento. Entretanto, em termos de perda de espécie, os habitats de água doce são os mais degradados, cerca de 20% das espécies estão ameaçadas ou foram extintas, na última década.
Os seres humanos também são afetados com a destruição dos habitats de forma direta. Estatísticas indicam que mais de 250 milhões de pessoas são prejudicadas com a desertificação. No ano de 1984, uma população mundial, do tamanho da existente na Nigéria, 135 milhões, não conseguiu produzir alimentos devido à degradação do meio ambiente.
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas apontou outro causador da destruição dos habitats . Concluiu que o aquecimento global pode levar ao desaparecimento dos bens e serviços da biodiversidade e dos ecossistemas. Ou então causar mudanças dramáticas na composição das espécies. Enfim, até o momento não são claras as conseqüências das mudanças climáticas.
Atualmente, há vários acordos internacionais para a conservação de espécies ameaçadas de extinção. A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), de 1973, e a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), de 1979, são as mais importantes. A sociedade civil tem sido a principal força motriz para a resposta à crise da biodiversidade. 





