Matéria paga: Deputado confirma que usou dinheiro da Câmara para comprar textos elogiosos em jornal; Chinaglia vai analisar caso

Matéria paga: Deputado confirma que usou dinheiro da Câmara para comprar textos elogiosos em jornal; Chinaglia vai analisar casoDepois de o líder da bancada do PMDB na Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves (RN), ter confirmado que usou o dinheiro da verba indenizatória da casa para pagar matérias elogiosas a si mesmo em um jornal de sua propriedade, o presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP) afirmou que vai analisar se a prática "fere as regras".

Atualizado em 27/02/2007 às 11:02, por Redação Portal IMPRENSA.

que usou dinheiro da Câmara para comprar textos elogiosos em jornal; Chinaglia vai analisar caso Depois de o líder da bancada do PMDB na Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves (RN), ter confirmado que usou o dinheiro da verba indenizatória da casa para pagar matérias elogiosas a si mesmo em um jornal de sua propriedade, o presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP) afirmou que vai analisar se a prática "fere as regras".

Em reportagem publicada pela Folha de S. Paulo no último domingo (25/02), Alves admitiu que parte da verba indenizatória, paga pela casa com o intuito de "divulgação de mandato", foi usada para comprar reportagens no jornal Tribuna do Norte .

A assessoria do deputado seria a responsável pela produção dos textos, sobre suas atividades parlamentares. A compra seria legalizada, com o fornecimento de recibos e assinatura de contratos.

Em janeiro, mês de férias congressuais, Alves recebeu R$ 10,5 mil de verba indenizatória para a divulgação de seu mandato; no total, a Câmara desembolsou R$ 5,9 milhões com 488 deputados.

A Folha denunciou que Osvaldo Reis (PMDB-TO) também usou o dinheiro para pagar notas em veículos locais; João Caldas (PR-AL) e Babá (PSOL-PA) foram acusados de fazer uso político da verba.

Chinaglia, em declaração ao jornal, evitou críticas à atitude dos parlamentares, mas afirmou que vai pedir uma investigação interna para verificar se a prática infringe regras internas.

"Você imagina, por exemplo, não é o meu caso, mas se o cara é dono do jornal, e o jornal dele é o mais importante do pedaço, não sei se seria ou não [irregular]. Caso ele se sinta à vontade de fazer, minha dúvida é: existe algum impedimento pelas regras ou não? Talvez esse debate venha a ser feito", afirmou.

O primeiro-secretário da casa, Osmar Serraglio (PMDB-PR), também ouvido pela Folha , esquivou-se, mas fez uma análise parcial inicial. "Se você paga, é publicidade, não importa o nome que você dê. E se for publicidade, ele tem o direito de divulgar", disse.

As regras para o uso da "verba indenizatória para a divulgação do mandato", definidas no Regimento Interno da Câmara, são genéricas e estipulam apenas a data em que ela pode ser usada.