Marilena Chauí, entre Caros Amigos, finalmente resolve falar:
Marilena Chauí, entre Caros Amigos, finalmente resolve falar:
Marilena Chauí, entre Caros Amigos , finalmente resolve falar:
Nem adianta tentar. Sempre que um repórter da Folha de S.Paulo , Estado de S. Paulo , Veja ou qualquer outro veículo que não seja a revista Caros Amigos se aproxima da filósofa popstar Marilena Chauí, a resposta é a mesma: "não é nada pessoal, mas não falo". Uma das fundadoras do PT e estrela do mundo acadêmico, Chauí vem sofrendo um forte assédio da mídia desde que o governo Lula foi envolvido no escândalo do "mensalão". Os editores da chamada grande imprensa querem porque querem que ela fale sobre a crise. Na ausência de palavras, sua insistência em permanecer calada acabou se convertendo em notícia. "O silêncio dos intelectuais" rendeu páginas e mais páginas de matérias em jornais e revistas.
Eis que, neste mês de novembro, Marilena finalmente resolveu falar. O veículo escolhido não podia ser outro.
Para a revista Caros Amigos , o último bastião da esquerda editorial brasileira, ela concedeu uma interminável entrevista em letras miúdas, onde escolheu a mídia como alvo. No meio da avalanche de frases de efeito, a escolhida pelo editor como chamada de capa não podia ser outra: "A crise é um produto da mídia". Bem à vontade entre caros amigos, com o perdão do trocadilho infame, Marilena disse tudo o que os repórteres dos semanários e diários gostariam de ouvir, mas não tiveram chance. "A crise não existe, é uma invenção da mídia e faz parte da luta de classes no Brasil". "O governo Lula está se saindo muito melhor do que o seu retrato pintado pela mídia". "O PT está em processo de efervescência e vai se renovar".






