Mais um: João Pedro Stédile defende democratização e ataca
Mais um: João Pedro Stédile defende democratização e ataca
Mais um : João Pedro Stédile defende democratização e ataca
Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência BrasilEm entrevista a Karen Cunsolo no Terra Magazine, revista virtual de Bob Fernandes no portal Terra, o dirigente do Movimento dos Sem-Terra João Pedro Stédile criticou a TV Cultura, defendeu a democratização da mídia e classificou a conturbada relação de Lula com a imprensa de ingênua.
"Eles [mídia] defendem os interesses econômicos, políticos e ideológicos da classe dominante brasileira", atacou. "Não temos nenhuma ilusão. Só o Lula se iludiu com eles... E espero que tenha aprendido".
Defendendo uma rede de televisão pública como meio de democratização, Stédile lamentou a "comercialização" da TV Cultura. "Virou um supermercado de propaganda, e por mais que tenha entrado dinheiro das empresas, piorou sua qualidade", apontou. "Somente uma rede pública, bancada com os recursos do povo, pode garantir uma televisão de qualidade e informativa".
Como diversos setores da sociedade civil e pessoas ligadas ao Governo reeleito do PT, o dirigente do MST ergueu a bandeira. "O Brasil precisa de um amplo processo de democratização de todos os meios de comunicação social", comentou. "O neoliberalismo no Brasil foi tão escrachado que a burguesia brasileira transformou até mentira, manipulação midiática em mercadoria".
Stédile apontou a publicidade pública e o fomento a rádios e TVs comunitárias como mecanismos de democratização. "O problema é termos em geral meios de comunicação democráticos, que representem os interesses da sociedade e não apenas do lucro, ou das classes dominantes", finalizou. 





