Longe das fontes: Os bastidores da Sala de Imprensa no debate do SBT

Longe das fontes: Os bastidores da Sala de Imprensa no debate do SBT

Atualizado em 19/10/2006 às 22:10, por Pedro Venceslau e Thaís Naldoni e  do Complexo Anhanguera.

Longe das fontes : Os bastidores da Sala de Imprensa no debate do SBT

Por Pão de queijo, café, água mineral, pão doce e outros recheados com patê. Nós, jornalistas, estamos bem servidos no estúdio 2 do SBT, que fica em frente ao estúdio 1, onde estão os candidatos e seus convidados. Algum repórter faminto comenta: "O rango da Band estava melhor...". "Ok, mas temos computador com banda larga e telefone a disposição", comenta outro colega. "Na Band também tinha", retruca um terceiro, entrando no papo.

Cento e cinquenta jornalistas acompanham o debate por um telão. Mas estamos longe das fontes. O contato com os caciques e os candidatos foi rápido. Já na Band, os repórteres ficaram entre os convidados, o que permitiu, pelo menos para os observadores mais astutos, a produção de saborosas notas de cochia.

No SBT, os únicos momentos de ação para os jornalistas, por enquanto, foram antes do debate, quando tucanos e petistas de todas as patentes circularam livremente. Ponto para a Band. 2 a 0.

E o debate em si? Escrevemos esta nota no segundo round - ou bloco. Até agora, a platéia na Sala de Imprensa não emitiu nem um ruído.

Bom, já que não temos lideranças neste bastidor, falemos da tribo. Orlando Brito e seu fiel escudeiro, Rodrigo Botelho, a dupla oficial de fotógrafos da campanha de Alckmin, estão sentados logo a frente de Ricardo Stuckert e Magno Romero, os dois fotógrafos da campanha reeleitoral. Ambas as duplas selecionam e trabalham nas fotos, enquanto seus candidatos duelam no telão.

Outro graduado membro do staff de comunicação da campanha petista está entre nós. Gicancarlo Suma, ex-perdigueiro de Mino Carta na Carta Capital , hoje assessor especial para mídia estrangeira. Antes do debate, ele conta a IMPRENSA que a estrutura de comunicação da campanha de 2006 é menor que a de 2002. Já os deslocamentos do candidato são bem mais complicados. "Estamos voando com o Sucatinha, já que o candidato é presidente. Mas quem paga a conta é o PT", explica.