Lançamento: Livro conta história do Jornal da Bahia, perseguido e
Lançamento: Livro conta história do Jornal da Bahia, perseguido e
Lançamento : Livro conta história do Jornal da Bahia , perseguido e
Um inominável atentado praticado por Antonio Carlos Magalhães contra a liberdade de imprensa no País, que se transformou em denúncia devida ao povo da Bahia e ao jornalismo brasileiro: esta é a visão que o jornalista João Falcão tem de seu recém-lançado livro "Não deixe essa chama se apagar: história do Jornal da Bahia ".O militante comunista fundou, ao longo de sua trajetória na atividade de imprensa, três publicações: a revista Seiva , fechada por ordem de Getúlio Vargas, o matutino O Momento , fechado duas vezes pelo mesmo ditador, e o Jornal da Bahia , em 1958, depois de voltar do exílio. Este último não foi oficialmente empastelado por nenhum Governo ditatorial, mas definhou por quase vinte anos, até falir.
A responsabilidade por essa "morte", segundo seu fundador e diretor por mais de 20 anos, é de Antonio Carlos Magalhães, quando prefeito de Salvador (1967-70) e governador da Bahia (71-75 e 79-83) durante o período da ditadura militar. A história é contada no livro de 252 páginas, publicado pela Editora Revan, do Rio de Janeiro.
Falcão trabalhou por mais de dois anos na obra, que procura demonstrar que ACM, em seus cargos biônicos, suspendeu toda a publicidade do governo do estado e das prefeituras no Jornal da Bahia , intimidou e perseguiu outros anunciantes, reduzindo em 90% as verbas publicitárias, tentou obter o controle acionário da empresa, sonegou informações oficiais e pressionou a Junta Comercial Estadual para retardar o aumento de capital do jornal.
O autor faz, inclusive, uma lista de cada uma das companhias, estatais ou não, que deixaram de fazer anúncios aos poucos no diário, que chegou a ter quase 30 mil leitores e atingiu, segundo o Instituto Verificador de Circulação, o maior índice de leitores por caderno. Apesar da aparente perseguição, do arrocho financeiro e dívidas de US$ 2 milhões bancadas pela família Falcão, o jornal sobreviveu até 1994.
O jornalista Bob Fernandes, da revista virtual Terra Magazine, procurou o hoje Senador baiano, que respondeu, via assessoria, que não confirma e não comentará as denúncias feitas no livro. 





