IV FLIP: Ignácio de Loyola Brandão, Miguel Sanches Neto e Wilson Bueno conversam sobre as matérias do romance

IV FLIP: Ignácio de Loyola Brandão, Miguel Sanches Neto e Wilson Bueno conversam sobre as matérias do romance

Atualizado em 11/08/2006 às 15:08, por Pedro Venceslau e  de Parati.

IV FLIP: Ignácio de Loyola Brandão, Miguel Sanches Neto e Wilson Bueno conversam sobre as matérias do romance

Por Qual é o limite entre o real e o ficcional? Qual é a matéria-prima do romance? A partir dessas duas perguntas, três escritores de gerações diferentes conversaram hoje, na 7º mesa da FLIP, sobre os caminhos da criação literária.

O grande ausente dessa mesa foi Carlos Heitor Cony, que cancelou sua participação por motivos de saúde. Para substituí-lo, a organização convidou o escritor Wilson Bueno.

Esses três autores, que nasceram e cresceram em pequenas cidades do interior de seus estados, têm uma obsessão em comum: a terra natal.

Loyola, que está lançando "A Altura e a Largura do Nada", que tem como cenário a sua querida Araraquara, no interior de São Paulo, diz que sua cidade é uma "dimensão da memória". "Araraquara ainda está dentro de mim".

O autor que mais mexeu com a platéia, porém, foi Miguel Sanches Neto, que leu o último capítulo de seu livro "Chove sobre Minha Infância", em que ele relembra, com certa amargura, a infância pobre em Piabiru (PR).

Depois de passear pelas ruas de sua terra natal esbarrando no passado, de encontrar amigos de infância que o olhavam com cara de quem traiu a sina de viver naquele fim de mundo, Sanches fechou a sua participação com uma pergunta: "Quando é que morreu essa cidade, que insiste em viver dentro de mim?"