Internacional: Rumsfeld saiu porque falhou, diz The New York Times

Internacional: Rumsfeld saiu porque falhou, diz The New York Times

Atualizado em 09/11/2006 às 12:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Internacional : Rumsfeld saiu porque falhou, diz The New York Times

Os principais jornais dos Estados Unidos mostraram hoje (09/11) que a queda do secretário de Defesa norte-americano Donald Rumsfeld após as eleições de terça-feira esteve longe de ser uma surpresa.

O The New York Times diz que Rumsfeld foi "o homem cujos erros de julgamento e liderança inapropriada fizeram muito para criar a confusão no Iraque", e que ele saiu "simplesmente porque falhou em seu trabalho".

O Washington Post considerou que "os seis anos em que os republicanos estiveram à frente não foram saudáveis para o país".

"O presidente e o partido precisam levar em conta o descontentamento popular com a guerra", disse, em editorial. "A retórica de Bush durante a campanha traz cada vez menos semelhanças com a realidade no Iraque. Com o fim das eleições, é hora de lidar com a situação com mais flexibilidade".

O Christian Science Monitor afirma que a sua saída pode não significar mudança na estratégia para o Iraque "mas pode ter mudado o tom do debate em Washington".

"Obrigado, América" - Na Grã-Bretanha, principal aliada da ação militar no Iraque, a saída de Rumsfeld foi saudada com entusiasmo nos principais jornais.

"Eles [eleitores americanos] escolheram um Estados Unidos diferente, que pode oferecer novamente ao mundo esperança ao invés de desespero", diz o editorial do The Guardian . "A demissão de Rumsfeld foi um clímax apropriado para o veredicto dos eleitores. Obrigado, América".

O Financial Times disse que "finalmente os americanos começaram a cobrar responsabilidade da administração republicana por sua incompetência, desdém pela lei e pela maneira como jogou o nome da América na lama do Oriente Médio".

"Sob o comando de Bush, a democrática América passou a ser considerada uma ameaça maior do que o Irã na maior parte do mundo. Essas eleições devem mostrar que essa percepção é errada", afirma o editorial do jornal.