Internacional: Irã contra artes e imprensa

Internacional: Irã contra artes e imprensa

Atualizado em 11/12/2006 às 15:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Internacional: Irã contra artes e imprensa

Desde a Revolução Islâmica, em 1979, a censura às artes e à imprensa é uma realidade no Irã. Após oito anos de repressão relativamente contida, o Ministério da Cultura do país acaba de divulgar uma extensa lista de obras proibidas. Entre elas estão "O Código Da Vinci", de Dan Brown, "Na Minha Morte", do vencedor do prêmio Nobel William Faulkner, livros de diversos autores iranianos e publicações que continham letras de músicas dos Beatles, Rolling Stones, The Doors e Guns'n Roses.

A Repórteres Sem Fronteiras considera o Irã a 7ª pior nação do mundo no que diz respeito à liberdade de imprensa. O país ocupa o 162º lugar no ranking de 168 de países avaliados pela organização.

Armando Favaro, editor-assistente de fotografia do Estado de S. Paulo , sentiu na pele esta censura. Acostumado aos padrões brasileiros, estranhou ao perceber que nenhum fotógrafo ou cinegrafista registrou o protesto de um jovem durante discurso do ex-presidente Hashemi Rafsanjani. Ele fez as imagens e entregou o cartão fotográfico ao repórter Lourival Sant'Anna.

Depois do sermão, Favaro ficou detido por cerca de uma hora. Todos os profissionais de imagens eram obrigados a mostrar imagens e gravações do evento. O editor-assistente de fotografia do Estadão só conseguiu ser liberado e publicar a foto porque o cartão com as imagens não estava mais com ele.