: Reinaldo Azevedo critica declarações de diretor da Polícia Federal - Portal Imprensa "> : Reinaldo Azevedo critica declarações de diretor da Polícia Federal - Portal Imprensa ">

"Ingênuo-generalista": Reinaldo Azevedo critica declarações de diretor da Polícia Federal

"Ingênuo-generalista": Reinaldo Azevedo critica declarações de diretor da Polícia Federal

Atualizado em 27/12/2006 às 11:12, por Redação Portal IMPRENSA.

"Ingênuo-generalista" : Reinaldo Azevedo critica declarações de diretor da Polícia Federal

O jornalista Reinaldo Azevedo, em seu blog no portal da revista Veja , criticou duramente as declarações de Paulo Lacerda, diretor-geral da Polícia Federal à Folha de S. Paulo desta segunda-feira (25/12).

Lacerda classificou de "embate de campanha" a suposta pressão sofrida por repórteres da Veja em inquérito sobre o escândalo do dossiê e o pedido de quebra de sigilo de telefones usados pela Folha .

"Se Lacerda comandar investigação como raciocina, estamos feitos. E eu temo que assim seja", ironizou Azevedo, que pontuou críticas ao longo de toda a fala do dirigente. "Daí que a sua PF seja tão dura com donas de butique e não consiga punir os aloprados. Daí que sua PF consiga botar algemas em cervejeiros, mas deixe à solta os que fraudam o Estado de Direito".

Confirmando a versão da revista de que os repórteres foram pressionados pelos delegados em inquérito, Azevedo minimiza a opinião de Lacerda, para quem a polêmica deveu-se à tomada de partido por veículos de comunicação durante as eleições.

"Que alguns órgãos de mídia se posicionaram `pró governo´, disso não duvido. Lacerda tem o direito de achar o que quiser da Veja . É um leitor entre oito milhões. Os outros 7.999.999 não devem concordar com ele", aponta. "Mas a ilação subjacente é indigna. Sugere que os repórteres da revista teriam inventado uma pressão porque, na sua cabeça, a revista seria de oposição".

Para Azevedo, Lacerda adotou uma linha "ingênuo-generalista" em suas declarações. "Fazer ameaças ao `chefe´ dos jornalistas é uma técnica de investigação admissível?", questiona. "O diretor da PF parece um tanto esquecido do que aconteceu".