Inclusão Digital: Unesp cria micro popular com custo de produção inferior a R$ 500

Inclusão Digital: Unesp cria micro popular com custo de produção inferior a R$ 500

Atualizado em 13/03/2007 às 14:03, por Fonte: Revista online Ti Inside.

Inclusão Digital: Unesp cria micro popular com custo de produção inferior a R$ 500

Um grupo de pesquisadores da Faculdade de Ciências da Unesp-Bauru, liderado pelo professor Eduardo Morgado, projetou um novo modelo de computador portátil, batizado de cowboy. O protótipo teve um custo de produção inferior a R$ 500. "Em escala industrial esse valor pode ficar bem inferior a R$ 400 por unidade", afirma o docente, em entrevista para a revista virtual TI Inside.

O projeto começou em novembro de 2005 e a intenção inicial era criar um dispositivo móvel inovador, de baixo custo e com tecnologia nacional para uso nas salas de aula. "Ele tem menos recursos que um PC ou notebook, mas é superior a um PDA ou computador de bolso", explica Morgado.

A principal inovação do projeto foi o seu desenvolvimento com base no conceito de "computação confortável", que permite uma navegação mais simples, organizada e intuitiva, ou seja, que exige pouco conhecimento de informática. Com o objetivo de melhorar as funções multimídia e simplificar as configurações de hardware da máquina, optou-se por uma versão aberta do Windows CE, que é usada em computadores de mão. "Essa alternativa oferece a melhor relação entre custo de desenvolvimento e experiência do usuário", esclarece Morgado.

De acordo com Morgado, o computador oferece uma nova interface com o usuário, com editor de textos e leitor de documentos (e-book), tocador de MP3 e vídeos MPEG-2. Também possui suporte a softwares educacionais, acesso a outros computadores (como terminal remoto) e recepção de mensagens instantâneas, além de conexão com outros dispositivos sem exigir configuração adicional da máquina. Isso será possível porque o projeto adota a tecnologia UPnP (Universal Plug and Play), que facilita a conexão entre dispositivos de informática.

Todo o projeto, do gabinete à placa-mãe, pode ser produzido no Brasil, tanto que já existem algumas unidades da placa-mãe fabricadas no país. Essa característica, segundo Morgado, pode levar a uma significativa geração de empregos, caso o projeto ganhe escala industrial.

Os projetos de hardware, software e design foram desenvolvidos no Laboratório de Tecnologia da Informação Aplicada (LTIA), ligado ao Departamento de Computação da Faculdade de Ciências, com o apoio das empresas Tecnequip e MSTech. Sediada na capital paulista, a primeira atua no de desenvolvimento de hardware e equipamentos de alta tecnologia. A segunda, localizada em Bauru, é uma empresa de tecnologia da informação, provedora de soluções para os segmentos educacional e corporativo.