Incêndio no jornal de Marília: mais dois presos
Incêndio no jornal de Marília: mais dois presos
Incêndio no jornal de Marília: mais dois presos
Entregaram-se ontem na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), em Marília, os acusados Amarildo Barbosa e Bruno Gaudêncio Coércio, após mais de 40 dias foragidos. Os dois ficarão presos pelo menos até esta sexta-feira, quando serão interrogados sobre sua participação no incêndio.
O advogado de defesa dos dois, João Simão Neto, declarou ontem ao Diário de Marília que, assim que terminar o interrogatório, a defesa solicitará a revogação da prisão preventiva de ambos.
Tanto Bruno quanto Amarildo, em conversa com jornalistas, alegaram inocência. Bruno Gaudêncio Coércio foi assessor parlamentar do deputado estadual Vinícius Camarinha (filho do ex-prefeito, Abelardo Camarinha, considerado o mandante do crime) e é suspeito de ter contratado a quadrilha que executou o incêndio no prédio da CMN. Além de ser ex-assessor de Vinícius, Bruno é também filho do comerciante Carlos Coércio, conhecido como Guru, ex-sócio de Camarinha, vice-presidente da Emdurb na gestão do ex-prefeito e um de seus amigos pessoais.
Já Amarildo foi denunciado pelo primeiro suspeito preso, Amaury Campoy. Além de amigo pessoal de Bruno, ele também foi assessor de Vinícius Camarinha.
Entenda o caso
No dia 8 de setembro, um incêndio destruiu 80% das dependências da CMN (Central Marília de Notícias), que engloba o jornal Diário de Marília , além das rádios Diário FM e Dirceu AM, que chegaram a ficar 24 horas fora do ar. Grande parte dos computadores foi destruída e, dois dias depois, muitos funcionários ainda trabalhavam em casa. O dono do jornal, o empresário Carlos Francisco Cardoso precisou alugar um novo prédio para que a produção jornalística pudesse continuar. Os resquícios encontrados no prédio depois que a poeira (literalmente) baixou não deixaram dúvidas: tratava-se de um incêndio criminoso.
O ápice dessa desconfiança ocorreu quando foi preso o primeiro suspeito de atear fogo ao prédio. Amaury Campoy trabalhava para o ex-prefeito, Abelardo Camarinha, desde 2001 e continuava trabalhando na gestão do atual prefeito, Mário Bulgareli, até perder o cargo no dia 9, um dia depois do atentado, justamente pela sua participação nele.
Rogério, Martinez, editor-assistente do jornal Diário de Marília , declarou a IMPRENSA que a CMN acreditava ser o ex-prefeito é o principal suspeito de ser o mandante dos atentados. Desde as campanhas municipais de 2004 o Diário de Marília vinha produzindo matérias bastante críticas a respeito do então prefeito, Abelardo Camarinha, e sua gestão.
"Houve várias, como uma denúncia que fizemos sobre a compra de softwares que seriam utilizados para um projeto de educação que não existia, além, é claro da matéria especial "30 anos de politicagem", sobre vários políticos de Marília, ora inimigos, ora aliados", contou Martinez.
As denúncias do jornal, no entanto, não impediram que Camarinha conseguisse eleger seu sucessor, o atual prefeito, Mário Bulgareli.






