MediOn: Novos hábitos do leitor e "comunicação participativa" em debate

MediOn: Novos hábitos do leitor e "comunicação participativa" em debate

Atualizado em 13/06/2007 às 16:06, por Cristiane Prizibisczki/ Redação Portal Imprensa e  do MediaOn.

MediOn : Novos hábitos do leitor e "comunicação participativa" em debate

Por Consumir notícias deixou de ser, há muito tempo, um hábito exclusivo de leitores de jornal. Com a internet e as novas plataformas de transmissão de informação, o perfil do público mudou e os hábitos de consumo também. E foi justamente sobre esses novos hábitos que os debates do segundo dia do evento "MediaOn se centraram, na manhã desta quarta-feira (13/06), durante o painel "Novos hábitos no consumo de informação pós-internet".

A leitura não-linear, a possibilidade de acesso a múltiplas fontes, a quantidade ilimitada de informação, o acompanhamento de notícias ao vivo e a interatividade foram características do novo leitor, citadas pelos debatedores, e para as quais os meios de comunicação e jornalistas devem estar preparados.

O debate certamente não é novo, mas algumas questões ainda estão na pauta das discussões. Para Marion Strecker, diretora de conteúdo do UOL e uma das debatedoras do dia, o leitor de internet não necessariamente lê menos ou faz uma leitura superficial. Segundo ela, o principal é que os veículos se preparem para a transformação do modo de ler, visando sempre a qualidade.

Outro ponto abordado foi a interatividade e os canais que possibilitam uma participação efetiva do público na produção de conteúdo, conhecido como "comunicação participativa". Ainda segundo Marion, esta via de mão dupla traz muitos benefícios, mas deve ser analisada e implantada com ressalvas. "Hoje o público é muito impaciente e não quer ser confinado, censurado. Porém, é fundamental que o veículo assuma a responsabilidade sobre o que transmite", disse.

De acordo com ela, - e com a experiência que vem sendo desenvolvida no UOL - o veículo deve sempre servir de mediador nesta publicação de conteúdos. "É fundamental que o veículo assuma a responsabilidade. É irresponsável terceirizar o serviço de produção de conteúdo", defende.

Tal trabalho não precisa ser executado necessariamente pelo jornalista - que, atualmente, já se vê na obrigação de dominar todos os meios para poder atender às demandas do setor -, mas pelo veículo de comunicação. "Não se pode exigir de uma única pessoa tantas funções", diz. Entre os pontos positivos da interatividade ou da "comunicação participativa", estão a rápida resposta do público, o conhecimento do perfil dos leitores e a possibilidade de receber sugestões e opiniões. Do outro lado, como pontos negativos citados, estão a falta de relevância dos assuntos publicados, os riscos de se publicar informações falsas e de se "cozinhar" material de outros veículos.

Sobre o futuro do jornalismo, a jornalista diz acreditar que são falsas as suposições de que o jornalismo vai acabar. "As estruturas mudam e o perfil do leitor muda, mas os princípios e fundamentos que regem o jornalismo continuam os mesmos", concluiu.

O painel "Novos hábitos no consumo de informação" também contou com a presença do Editor-chefe do Terra Magazine, Bob Fernandes, com o Editor-Chefe de Novas Mídias da France 24, Derek Thompson, e com a Diretora de Conteúdo Brasil Mídia Digital, Cristina de Luca. A jornalista Lilian Witte Fibe mediou os debates. O 1º Seminário Internacional de Jornalismo On-line ocorre durante os dias 13 e 14/06 , na sede do Itaú Cultural, na avenida Paulista. As inscrições já estão encerradas, mas o conteúdo do programa será transmitido ao vivo pelo .

a programação do evento.