I Fórum Nacional de TVs Públicas: Participantes destacam que independência da TV pública depende de autonomia administrativa 

I Fórum Nacional de TVs Públicas: Participantes destacam que independência da TV pública depende de autonomia administrativa

Atualizado em 09/05/2007 às 09:05, por Redação Portal IMPRENSA.

I Fórum Nacional de TVs Públicas : Participantes destacam que independência da TV pública depende de autonomia administrativa

Com início na última terça-feira (08), em Brasília, o 1º Fórum Nacional de TVs Públicas discutiu a importância de uma TV com independência, programação de qualidade, com conteúdo regional, espaço para produções independentes e participação da sociedade na gestão.

O presidente da Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), Jorge Cunha Lima, defendeu, entre outras coisas, a independência intelectual e administrativa. "Uma TV só será pública se for intelectualmente e administrativamente independente, se não for do poder nem do mercado, se for regida por conselhos representativos da sociedade", afirma.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, defendeu que, além de um fundo nacional para financiar as TVs públicas, haja outras opções de financiamento, um modelo que contemple outras formas de recuros, como prestação de serviços e patrocínio.

A exemplo do presidente da Abepec, que destaca a importância dos conselhos representativos da sociedade na gestão da TV pública, o ministro Franklin Martins também considera que o modelo deve prever a participação social. "Temos que ter conselhos. Evidentemente temos as diretorias executivas que dirigem a TV, mas temos de ter conselhos, que fazem papel assim de um grande conselho de ombudsman, fazendo uma certa fiscalização dos objetivos centrais da missão".

O ministro da Educação, Fernando Haddad, considera que o tema do financiamento deve ser um ponto central nas discussões. "O financiamento deve ganhar uma centralidade cada vez maior se quisermos combinar forma transformadora e revolucionária com conteúdo transformador e revolucionário".

O presidente da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), Gabriel Priolli, destacou o importante aspecto de que a TV pública não deve ser construída em oposição à privada, mas numa perspectiva de complementariedade. "Ela [a TV privada] é conhecida e estimada pelo público brasileiro, mas ela não pode cumprir todas as funções como educação e formação de cidadania, que são mais bem oferecidos pela TV estatal e pública", explica.

Além de todas as características citadas na abertura do fórum, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, acrescentou o entretenimento inteligente para a população. "A TV pública deve buscar capacitar e ser uma das grandes formas do entretenimento no Brasil, entreter sem deixar de ser inteligente e sem perde suas finalidades próprias".Os encontros do Fórum vão acontecer até o dia 11 de maio, próxima sexta-feira, em Brasília.