Guerrilha ao vivo: Zé Dirceu, o Roda-Viva e o chaveirinho"

Guerrilha ao vivo: Zé Dirceu, o Roda-Viva e o chaveirinho"

Atualizado em 20/10/2005 às 11:10, por Pedro Venceslau e  da redação.

Guerrilha ao vivo : Zé Dirceu, o Roda-Viva e o chaveirinho"

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Está na coluna de Eliane Cantanhêde de hoje, na Folha de S.Paulo : "Dirceu está lutando uma guerra de guerrilhas, infiltrando-se, distribuindo panfletos, dando entrevistas, expondo-se no palco de guerra".

Pois, Zé. Quem diria. O mundo deu mais uma volta na relação entre o ex-ministro e a imprensa. Quando estava na oposição, ele era figurinha fácil para os repórteres de Brasília. No cafezinho da Câmara, sempre aparecia com uma novidade, dica, pista, documento. Já na Casa Civil, no Planalto, longe da planície, Dirceu se fechou. A cena a seguir foi contada por uma fonte da grande imprensa, um medalhão.

Ainda nos tempos de Casa Civil, Dirceu participava de uma festa do metiê, quando se aproximou de uma roda sortida de jornalistas e políticos. Lá pelas tantas, alguém perguntou o que ele daria de presente de aniversário para sua filha, Joana, que faria 15 anos. A resposta criou um constrangimento geral: "Um jornalista... É que custa barato comprar um jornalista. Então vou comprar um, colocar em um chaveiro e dar de presente para minha filha". Ninguém achou graça na piada. O tempo passou, a casa caiu e lá está o Zé guerrilheiro de volta à planície. Humilde como nunca, reconheceu que errou na estratégia com a imprensa. Mas agora parece ser tarde demais.

De qualquer forma, na próxima segunda-feira, ele volta à arena do "Roda Viva" apenas cinco meses depois de sua última participação. Ele até poderá, segundo as regras do programa, vetar nomes de inquisidores desafetos na bancada. Só não pode indicar ninguém. Até a tarde de ontem, Paulo Markun e companhia estudavam a melhor formação. "Não será uma ação entre amigos, mas também não o fuzilaremos", conta o mediador. O tempo passa, o tempo voa...