Furo ou barriga?: Clique aqui e confira, na íntegra, a entrevista de Marcola a Roberto Cabrini

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Atualizado em 24/05/2006 às 16:05, por Reprodução.

Furo ou barriga? : Clique aqui e confira, na íntegra, a entrevista de Marcola a Roberto Cabrini

Roberto Cabrini: Por que o PCC decidiu fazer os ataques?

Marcola: Bom, a gente decidiu porque, por meio legais, fizemos vários apelos, pela Constituição e pela lei que nos ampara, de ter advogado e os direitos que reza a lei para o preso. Eles tomaram a iniciativa de remover e feriram toda essa lei e essa Constituição, numa decisão arbitrária, sem usufruir nenhum desses direitos, nenhuma regalia. Foi aí que decidimos chamar a atenção por essa forma.

Os ataques começaram na sexta-feira. Quando eles foram decididos?

Foi decidido na própria sexta-feira. Tentamos resolver de forma legal, mas deram as costas. Eles sabiam que, se fizessem a remoção, mexeriam na periferia. Sem os ataques não seríamos ouvidos.

E o ataque que resultou na morte de um bombeiro?

Algumas atitudes são tomadas de forma isolada e oportunista.

O que pode acontecer se as autoridades subestimarem o poder do crime organizado?

Não sei. Só sei que o impacto é esse e estamos preparados para muito mais, tem condições de muito mais. Foi cessado, parado. Estamos procurando meios de resolver a situação, mas eles não estão querendo, estão agindo de forma virtual, declarando guerra. E esquecendo que estão deixando a sociedade à mercê. As duas partes têm poder de fogo, quem tem a perder é quem não é de nenhuma das partes.

O que fez os ataques cessarem?

Causou o efeito que era necessário. Usamos os ataques para chamar a atenção.

Houve acordo com as autoridades para parar com os ataques?

Da minha parte, não.