Furo do mês 2: Vestiu-se de coragem e foi

Furo do mês 2: Vestiu-se de coragem e foi

Atualizado em 12/12/2005 às 13:12, por por Denise Moraes | Redação Portal IMPRENSA.

Furo do mês 2: Vestiu-se de coragem e foi

Durante a semana em que esteve na Coréia do Norte fazendo uma série de reportagens, a jornalista Ana Paula Padrão teve o passaporte apreendido, andou cercada por "guias" e descobriu que pior do que a situação em que a população norte-coreana vive é a sua ignorância em relação a isso

Ela pode ser uma das apresentadoras de telejornal mais conhecidas e respeitadas do país, mas não esconde sua vocação de repórter. Diante de uma pauta, não nega o chamado (meio instintivo, talvez) à rua. Responde. Desta vez, ao não saber ser impossível, Ana Paula Padrão foi lá e fez. Certamente, todos se lembram dela vestida de burca, no Afeganistão. Seu destino agora, a Coréia do Norte, um enigmático país que se esconde atrás do autoritarismo e do isolamento. Para isso, ela se vestiu de coragem. Três meses depois da estréia à frente do "SBT Brasil", a âncora deixou o estúdio e foi fazer o que mais gosta: reportagens especiais em área de risco. Depois de enfrentar os talebans do Afeganistão, cobrir os países do Leste Europeu, circular pela fechada Cuba e denunciar a opressão das mulheres no Oriente Médio - sempre pela Globo - Ana Paula decidiu que era hora de levar o SBT para o outro lado do mundo. A Coréia do Norte foi considerada pela ONG Repórteres Sem Fronteiras o país mais fechado do mundo. Antes de Ana Paula e sua equipe - a editora Mônica Gugliano e o cinegrafista Edíslon Rizzo - nunca uma equipe brasileira de TV havia pisado naquele país. Nem a Globo. Antes deles, apenas o jornalista Marcelo Abreu havia visitado a Coréia do Norte e, ainda assim, como turista.

Leia matéria completa na edição 208 (dezembro/2005) da revista Imprensa