FENAJ - Processo contra jornalistas é arquivado e entidade é vítima de agressão
FENAJ - Processo contra jornalistas é arquivado e entidade é vítima de agressão
Atualizado em 07/02/2006 às 08:02, por
Por: Federação Nacional dos Jornalistas.
FENAJ - Processo contra jornalistas é arquivado e entidade é vítima de agressão
Em audiência do 10º Juizado Criminal Especial do RJ, dia 1º de fevereiro, o processo do empresário Nelson Tanure contra os sindicalistas Fred Ghedini, Aziz Filho, Luis Chaves e o repórter Murilo Fiúza de Melo foi arquivado porque Tanure faltou à audiência. A ira do "predador do mercado de trabalho dos jornalistas", porém, prossegue. O JB On Line de 31/01 publicou matéria atribuindo ao presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, críticas ao ex-presidente da entidade, Armando Rollemberg. A FENAJ continua recolhendo apoios aos jornalistas agredidos, que receberam a solidariedade da ABI.Em apoio aos jornalistas processados, a FENAJ também acompanhou a audiência no Rio, através de seu diretor Adalberto Diniz. O vice-presidente da FENAJ e presidente do SJSP, Fred Ghedini, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio, Aziz Filho, o ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, Luis Chaves, e o repórter Murilo Fiúza de Melo foram processados pelo empresário Nelson Tanure por calúnia e difamação, em função de uma matéria publicada na revista Lide, do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro. A matéria tratava da redução do número de funcionários do Jornal do Brasil e da Gazeta Mercantil, controlados por Tanure, e da pressão para que diversos profissionais aceitassem contratos como Pessoa Jurídica (PJ), sem direitos assegurados pela CLT.
Para o juiz Juarez Costa de Andrade, além de constranger os processados, o acusador mostrou desinteresse na ação ao faltar a duas audiências consecutivas. Por isso, ele determinou o arquivamento do processo e o pagamento das custas judiciais. O coordenador jurídico do grupo de Tanure, Alexandre Carneiro Monteiro, porém, anunciou que haverá recurso à decisão.
Agressões a jornalistas prosseguem
O presidente do SJSP e Vice-presidente da FENAJ, Fred Ghedini, comemorou a decisão judicial. "Foi uma decisão justa porque apenas cumprimos nossa função sindical de defesa da categoria", disse. Ele destaca que é necessário prosseguir na luta contra os ataques de Tanure a jornalistas, reforçando a campanha de solidariedade promovida pela FENAJ em defesa de colegas atingidos pelo empresário. Os repórteres Lourival SantAnna e Alberto Komatsu, do jornal O Estado de S. Paulo, autores de matérias sobre o empresário, também foram agredidos em matérias sem assinatura publicadas no Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil, além de serem ameaçados com processos judiciais.
Outro ataque desferido contra os jornalistas e sua organização ocorreu no dia 31 de janeiro, em matéria apócrifa publicada no JB On Line. A matéria atribui a Sérgio Murillo de Andrade, presidente da FENAJ, declarações críticas à gestão do ex-presidente da entidade e atual diretor da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Armando Rollemberg. Ao tomar conhecimento da matéria, Rollemberg estranhou seu conteúdo. "Não faz sentido e não acredito que o Sérgio Murillo tenha dito isto, pois ele mesmo é testemunha de que no período em que presidi a FENAJ, e não só por mérito meu, a entidade teve intensa atividade", disse. Armando não pretende responder à matéria. "Quem foi mais atacada foi a FENAJ, logo a entidade é que deve tomar as providências cabíveis", completou.
Já Sérgio Murillo, reagiu com indignação: "os jornais do Tanure inventam declarações e publicam mentiras, em momento algum fui entrevistado sobre este assunto. É completamente fantasiosa a matéria e seu conteúdo desrespeita regras elementares do jornalismo", protestou. Ele sustenta que jamais fez críticas à gestão de Rollemberg na Federação, que considera "das mais competentes e responsáveis que nossa entidade já teve". Sérgio Murillo acrescenta que, além de já estar orientada a apoiar todos os jornalistas agredidos por Tanure, a assessoria jurídica da FENAJ terá mais uma tarefa agora: estudar as medidas jurídicas cabíveis contra o empresário e seus veículos por mais esta agressão.
No dia 30 de janeiro o Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), aprovou moção de apoio aos jornalistas processados.






