FENAJ - Para a Federação, pior solução é empresa cair nas mãos de Tanure
FENAJ - Para a Federação, pior solução é empresa cair nas mãos de Tanure
Atualizado em 22/12/2005 às 08:12, por
Fonte: Federação Nacional dos Jornalistas.
FENAJ - Para a Federação, pior solução é empresa cair nas mãos de Tanure
O futuro da Varig, que está em processo de recuperação é uma incógnita. No dia 14/12, a Fundação Ruben Berta Participações(FRB-Par), controladora da Varig, tentou vender as ações, mas teve a transferência anulada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A direção da Fundação chegou a ser afastada. Mas foi reconduzida no dia seguinte, beneficiada por um recurso TJ/RJ. Em assembléia hoje a proposta de Nelson Tanure foi rejeitada pelos credores, mas a decisão pode não ter validade. A FENAJ emitiu nota, juntamente com seis Sindicatos e a Arfoc-Brasil, sobre o caso.A Docas Investimentos, do empresário Nelson Tanure, busca assumir o controle da Varig, mas ainda não levou. A FRB-Par, detentora de 87% do capital votante da Varig, tentou vender as ações para a Docas por US$ 112 milhões e desistir do processo de recuperação judicial, mas teve seu movimento impedido pela justiça. O afastamento da direção da Fundação Ruben Berta foi suspenso, mas as decisões terão que passar pelos credores da empresa. Em assembléia dos credores realizada nesta segunda-feira (19/12), a proposta de Tanure não teve nenhum voto favorável. Mas pode não ser validada porque o Supremo Tribunal de Justiça manteve a decisão de suspensão e transferência da reunião para que os credores analisem tanto o pedido de desistência da recuperação judicial quanto à venda das ações.
A FENAJ considera que a pior solução para a Varig é passar para o controle acionário de Nelson Tanure. A entidade já fez esse alerta para o Sindicato Nacional dos Aeronautas e à assessoria do Vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar. Segundo o presidente da entidade, Sérgio Murillo de Andrade, no comunicado publicado em jornais no dia 13/12, assinado pela Fundação Ruben Berta e pela Docas Investimentos informando a venda do controle da empresa por US$ 112 milhões, "as principais diretivas revelam as reais intenções". Segundo o comunicado, é objetivo do novo controlador "otimizar o nível de empregos". Para Sérgio Murillo, "em linguagem 'tanuriana' isso significa demissão em massa, terceirização e pejotização, os mesmos procedimentos ilegais adotados no Jornal do Brasil e na Gazeta Mercantil, que ele também controla".






