FENAJ - Cristovam Buarque defende revolução na educação
FENAJ - Cristovam Buarque defende revolução na educação
Atualizado em 07/07/2006 às 09:07, por
Por: Federação Nacional dos Jornalistas.
FENAJ - Cristovam Buarque defende revolução na educação
O senador Cristovam Buarque (PDT/DF), foi o primeiro candidato à presidência da República a debater suas propostas com os jornalistas no 32º Congresso Nacional da categoria, que ocorre em Ouro Preto (MG). Ele apresentou documento sustentando a necessidade de quatro "mudanças radicais" como compromisso de governo para o Brasil. O candidato do PDT defendeu a exigência do diploma para o exercício do jornalismo e, em entrevista exclusiva à FENAJ, apresentou sua visão quanto às políticas de comunicação.Questionado sobre os motivos de sua saída do Ministério da Educação, o candidato do PDT à presidência da República disse que a pergunta deveria ser feita ao presidente Lula. "O que sei é que ele disse que queria a reforma universitária, que achava que um professor não iria fazer, e que precisava de lugar para o PMDB", disse. Ele lembrou que chegou a iniciar o debate sobre uma reforma universitária e que sempre deixou clara sua reivindicação de R$ 4 bilhões para investimentos em educação em quatro anos. E sobre sua saída do PT, o senador justificou que se deu porque percebeu que o partido perdeu suas características originais. "O PT está acomodado diante da corrupção e da perda do vigor transformador", argumentou.
Cristovam se disse satisfeito com sua inserção no processo eleitoral deste ano. "O PDT me deu a oportunidade de fazer desta campanha eleitoral um movimento pela educação", justificou, complementando que acredita que a imprensa tem papel fundamental no desenvolvimento de um "movimento educacionista" no Brasil. Para ele o caminho para mudanças no país é "a educação de toda a população, não só da elite".
Compromissos programáticos
Os quatro eixos gerais do programa de governo de Cristovam Buarque são uma reforma política, com "medidas concretas que assegurem a impossibilidade de haver roubos nos governos, graças a medidas de transparência e punição", uma reforma social, como o PDT se apresentando como "o partido da abolição do apartheid social brasileiro" e propondo uma "revolução educacional no Brasil" - projeto que deverá levar aproximadamente 15 anos para sua completa implantação -, uma reforma econômica "rumo a um modelo no qual prevaleçam a eficiência e a justiça social" e uma reforma de mentalidade que colabore para a unificação social do Brasil.
No plenário do 32º Congresso, Cristovam Buarque defendeu a exigência de diploma de curso superior de jornalismo para o exercício da profissão e, com exclusividade para a FENAJ, defendeu o movimento pela democratização da comunicação, a "pluralização dos meios de comunicação de massa", o "respeito às regras" - não promover alterações na legislação sem amplo debate com a sociedade - e o envolvimento da mídia no processo de revolução da educação que pretende implantar.
Buarque também criticou a postura do governo federal de implantação da digitalização das comunicações por decreto: "faltou mais debate com a sociedade e com o Congresso Nacional, não entendo os motivos de tanta pressa nesta definição".






