- Portal Imprensa "> - Portal Imprensa ">

Exclusivo: Nadja Haddad, a repórter da Band baleada no Rio, desabafa: "Boto minha mão no fogo pela Band"

Exclusivo: Nadja Haddad, a repórter da Band baleada no Rio, desabafa: "Boto minha mão no fogo pela Band"

Atualizado em 16/09/2005 às 16:09, por Por: Pedro Venceslau e  da redação.

Exclusivo: Nadja Haddad, a repórter da Band baleada no Rio, desabafa: "Boto minha mão no fogo pela Band"

Antes de debutar como repórter, Nadja Haddad quase se tornou bailarina e advogada. Ainda adolescente, chegou a trabalhar na Globo ao lado de Marlene Matos, como assistente de palco da apresentadora Xuxa. Alguns anos depois, aos 16 anos, deu uma guinada na vida e se matriculou no curso de direito da Faculdade Cândido Mendes. Mas esse ainda não era o seu destino. Pouco antes de conquistar o título de bacharel em direito, Nadja desistiu da carreira de advogada e ingressou no curso de jornalismo. Foi amor à primeira vista. Sua carreira como repórter foi fulminante. Depois de passar pela Rádio Tupi e Canal 21, ela foi contratada, no auge dos seus 22 anos, como repórter da Band Rio. No último dia 29 de agosto, Nadja Hadad deixou a redação para uma pauta de rotina: cobrir uma ação policial no morro Dona Marta. Chegando ao local da ação, ela foi surpreendida, enquanto se preparava para colocar o colete à prova de balas, com um tiro que perfurou seu pulmão. Nesta entrevista exclusiva para o Portal Imprensa, Nadja conta detalhes da pauta que quase tirou sua vida, comenta a polêmica entre o Sindicato dos Jornalistas do Rio e a Band em torno de caso e avisa: "Eu voltaria lá".

Portal Imprensa - Como você está se sentindo hoje?
Nadja -
Estou bem melhor. Até pouco tempo atrás estava afônica, devido à operação, mas estou melhor. Quer dizer, não posso cantar uma ópera ainda...

Portal Imprensa - Quando você volta para a ativa?
Nadja -
Vou ficar um mês em reabilitação antes de voltar para a Band. Depois disso, devo ficar um tempo trabalhando internamente, passando por uma reambientação. Lá para o final de outubro volto para a minha vida normal.

Portal Imprensa - Você cobriria outra ação policial como aquela?
Nadja -
Sim, eu voltaria lá. Sinto medo, é natural. O medo é constante para quem mora no Rio. Infelizmente, faz parte do nosso dia-a-dia. Vou tirar esse mês para refletir sobre isso tudo. Mas, se pintar outra pauta como aquela, eu faço a matéria. Tenho um compromisso com o público.