Eugênio Bucci: Depois de colocar cargo à disposição, presidente da Radiobrás critica PT
Eugênio Bucci: Depois de colocar cargo à disposição, presidente da Radiobrás critica PT
Eugênio Bucci : Depois de colocar cargo à disposição, presidente da Radiobrás critica PT
O atual presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci, está se envolvendo em uma série de polêmicas desde que colocou seu cargo à disposição de Lula para um segundo mandato.As críticas a sua gestão na agência estatal de notícias vieram de jornalistas e de dentro do próprio PT. A "vergonha de ser estatal" foi citada por Bernardo Kucinski como uma das principais falha no comando de Bucci.
Hoje (29/11), na Folha de S. Paulo , ele resolveu exercer seu direito de resposta e criticou petistas, defendendo-se das acusações de que teria sido incapaz de construir uma "narrativa própria" do Governo Lula durante o primeiro mandato.
"A Radiobrás é uma estatal e, portanto, tudo que ela não pode ser é partidária", afirmou. "Não pode fazer assessoria de imprensa, atuar como porta-voz do governo ou fazer propaganda de governo. Essas funções são da administração direta".
Em entrevista à repórter Vera Magalhães, Bucci fez questão de garantir que o Governo não cometeu insurgências na agência nos últimos quatro anos e definiu a missão que procurou imprimir à empresa. "Ela não existe para assumir a defesa de autoridades, ela existe para bem informar o cidadão", acredita.
As críticas ao PT vieram quando questionado sobre a auto-reflexão da mídia, cobrada pelo presidente do partido, Marco Aurélio Garcia, e a proposta de fomento a veículos "independentes", como parte de um processo de democratização da comunicação.
"Eu acho engraçado porque, nessa discussão, quando se refere a veículos independentes está-se falando justamente de veículos dependentes", opinou, defendendo critérios técnicos para a publicidade estatal. "Verba de publicidade de Governo não pode ser usada para estabelecimento de política de estímulo a veículos de comunicação".
Bucci refutou a proposta de auto-análise da mídia. "A imprensa tem de discutir o governo, mas não o contrário", acredita. 





