Enfim livre: Alan Johnston é liberado e revela que seqüestro foi "aterrorizante"
Enfim livre: Alan Johnston é liberado e revela que seqüestro foi "aterrorizante"
Enfim livre: Alan Johnston é liberado e revela que seqüestro foi "aterrorizante"
Depois de quase quatro meses seqüestrado em Gaza, o jornalista britânico Alan Johnston foi liberado nesta madrugada. Em entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro palestino deposto, Ismail Haniyeh, na Cidade de Gaza, Johnston disse que seu cativeiro foi "em algumas ocasiões aterrorizante" e que esteve "nas mãos de gente perigosa e imprevisível"."Literalmente sonhei muitas vezes com a liberdade", confessou o correspondente da BBC, que seqüestrado no dia 12 de março, disse que só sentiu que sua libertação estava próxima após a tomada da Faixa de Gaza pelo Hamas, em 14 de junho. Se não fosse pelos "esforços" do movimento islâmico, Johnston acredita que teria passado ainda mais tempo preso.
Segundo ele, os seqüestradores pareciam seguros até o início da pressão do Hamas. Johnston explicou ainda que os milicianos do Exército do Islã "ameaçaram" a sua vida "em várias ocasiões" e foram "geralmente rudes e desagradáveis" com ele. O jornalista garantiu, no entanto, que não teria sofrido maus-tratos físicos enquanto foi mantido em cativeiro. "À medida que o tempo passava, sentia que não me matariam", acrescentou, antes de contar que mudou de cativeiro em duas ocasiões.
Alan Johnston chegou a ficar com as mãos e os tornozelos acorrentados durante 24 horas. O jornalista, de 45 anos, informou que era alimentado com "comida muito básica" e que os seqüestradores eventualmente permitiam que ele ouvisse a "BBC" e assistisse à TV.
Como não poderia ser diferente: Johnston definiu o seüestro como "as piores 16 semanas" de sua vida. Ele relatou que travou uma "imensa batalha" para "conservar a cabeça fria" diante do "enorme estresse e pressão" a que foi submetido.
Após reconhecer que ainda "é difícil acreditar" que esteja livre de novo, o jornalista escocês agradeceu pelo apoio que recebeu durante seu seqüestro, "especialmente" de seus colegas palestinos. O primeiro-ministro deposto Ismail Haniyeh abriu a entrevista coletiva ressaltando a certeza do Hamas de que Johnston seria libertado e de que seu seqüestro não ajudaria a causa palestina. As informações são da Folha Online e da Agência EFE.






