Editora Três: Depois de demissões em massa, empresa recorre à recuperação judicial
Editora Três: Depois de demissões em massa, empresa recorre à recuperação judicial
Editora Três: Depois de demissões em massa, empresa recorre à recuperação judicial
Poucos dias depois de anunciar a demissão de cerca de 200 funcionários, a editora que publica as revistas IstoÉ, IstoÉ Dinheiro, Dinheiro Rural, IstoÉ Gente, Menu, Motor Show , dentre outras, entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo.De acordo com o que prevê a nova lei, a Editora Três terá 60 dias para apresentar um plano aos credores. A empresa teria como algumas das opções, ainda de acordo com o que sugere a legislação, vender um ativo, aumentar o capital, transferir o controle acionário ou parcelar a dívida.
Se o plano apresentado pela editora for aceito dentro do prazo estabelecido, os credores podem pedir a falência da editora. Neste caso, com o pedido de entrada na recuperação judicial, os funcionários demitidos correm o risco de não receberem suas verbas indenizatórias.
Entenda o caso:
Na manhã da última sexta-feira (11), a Editora anunciou a demissão de 240 funcionários, dentre eles 40 jornalistas. O restante dos funcionários demitidos trabalhava nas áreas administrativa e gráfica da Três. "Todas as revistas da editora terão uma redação só a partir de segunda-feira. Já estão mudando tudo, inclusive derrubando paredes", disse um funcionário, que preferiu não se identificar.
Além da unificação das redações, as demissões visam reestruturar o novo local de trabalho. Com isso, fica confirmado o fim das negociações com a Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), do empresário Nelson Tanure.
Tanure já havia investido R$ 5 milhões na editora e teria preferência na compra do grupo. Contudo, não há informações se a Três já teria ressarcido a CBM ou se o pagamento será feito após a entrada de anúncios. "A informação que temos é que seria pago na forma de anúncios", disse o funcionário.






