Dia Mundial da Liberdade de Imprensa: "Democratizar os meios é a única forma de se atingir a real liberdade de informação", diz Guto Camargo, presidente do SJSP

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa: "Democratizar os meios é a única forma de se atingir a real liberdade de informação", diz Guto Camargo, presidente do SJSPPor Nesta quinta-feira, 03 de maio, é comemorado o "Dia Mundial da Liberdade de Imprensa".

Atualizado em 03/05/2007 às 10:05, por Nathália Duarte/ Redação Portal IMPRENSA.

Imprensa : "Democratizar os meios é a única forma de se atingir a real liberdade de informação", diz Guto Camargo, presidente do SJSP Por Nesta quinta-feira, 03 de maio, é comemorado o "Dia Mundial da Liberdade de Imprensa". Em razão desta data, entidades de todo o mundo, ligadas à imprensa e ao jornalismo, divulgam comunicados e promovem atos para lembrar a importância da liberdade de informação.

O Sindicato dos Jornalistas Portugueses, por exemplo, destaca os diferentes tipos de ameaças à liberdade de imprensa e à liberdade de trabalho dos jornalistas.

Em comunicado, a entidade comenta os desafios que, nas zonas de guerra, traduzem-se por "uma escalada dramática de violência contra os profissionais de informação", que são ameaçados, agredidos e até assassinados. O sindicato lembra, ainda, as dificuldades que também se fazem sentir "nos locais aparentemente pacíficos", onde se é preciso, diariamente, conduzir situações de limitações reais.

Guto Camargo, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (SJSP), considera não ser possível atingir a real liberdade de imprensa se os meios de comunicação não estiverem democratizados, em âmbito mundial. "Há uma tendência de que poucos grupos dominem o mercado da grande comunicação e isso, sem dúvida, prejudica a liberdade de imprensa e a diversidade de opiniões, tendendo à centralização".

Especificamente no Brasil, segundo Camargo, o jornalismo tem vivido uma intensa concentração de poder, com menor número de jornais de expressão que anos atrás. "Democratizar essa situação é necessário e, o único caminho, é possibilitar a criação de novos veículos, e não obrigar os veículos que já estão no mercado a abrangerem todos os pontos de vista", afirma.

"Um grande equívoco, quando se fala de democratização da imprensa, é achar que a eliminação do diploma é democratizante. Não é. Sem a obrigatoriedade de uma formação adequada, o acesso ficaria restrito à escolha dos donos das empresas de comunicação, e isso em um contexto de mercado monopolizado. O acesso à profissão deve acontecer através de boa formação e de qualificação profissional", completa Camargo.