Demissão em massa: Editora Três demite 240 funcionários; destes, 40 jornalistas

Demissão em massa: Editora Três demite 240 funcionários; destes, 40 jornalistas

Atualizado em 11/05/2007 às 17:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Demissão em massa: Editora Três demite 240 funcionários; destes, 40 jornalistas

Na manhã desta sexta-feira (11) as bruxas tomaram conta do número 1088, na Rua William Speers, no bairro da Lapa, em São Paulo. Neste endereço funciona a sede da Editora Três, que acabava de anunciar a demissão de 240 funcionários, dentre eles 40 jornalistas.

A editora publica as revistas IstoÉ , IstoÉ Dinheiro , Dinheiro Rural, IstoÉ Gente , Menu , Motor Show , dentre outras.

O restante dos funcionários demitidos trabalhava nas áreas administrativa e gráfica da Três. "Todas as revistas da editora terão uma redação só a partir de segunda-feira. Já estão mudando tudo, inclusive derrubando paredes", disse um funcionário, que preferiu não se identificar.

Além da unificação das redações, as demissões visam reestruturar o novo local de trabalho.

Com isso, fica confirmado o fim das negociações com a Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), do empresário Nelson Tanure.

Tanure já havia investido R$ 5 milhões na editora e teria preferência na compra do grupo. Contudo, não há informações se a Três já teria ressarcido a CBM ou se o pagamento será feito após a entrada de anúncios. "A informação que temos é que seria pago na forma de anúncios", disse o funcionário.

A editora teria feito um acordo com um grupo de bancos para garantir o pagamento dos encargos trabalhistas de todos os profissionais desligados. Há duas semanas, ocorreram atrasos nos salários, o que levou diversos empregados a ameaçarem uma greve.

Segundo a mesma fonte, a diretoria teria feito uma reunião ontem, quinta-feira, e passado em todas as redações para notificar os diretores. Estes, então, reuniram-se na manhã de hoje com os repórteres e demais funcionários de cada redação para fazer o anúncio. "Muitos já sabiam, fizeram os exames médicos e nem precisaram trabalhar hoje", disse.