"Déficit de cidadania": FENAJ e Sindicato paulista também emitem nota oficial sobre assassinato de jornalista
"Déficit de cidadania": FENAJ e Sindicato paulista também emitem nota oficial sobre assassinato de jornalista
"Déficit de cidadania": FENAJ e Sindicato paulista também emitem nota oficial sobre assassinato de jornalista
A FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo também emitiram uma nota oficial sobre o assassinato de Luiz Carlos Barbon Filho, em Porto Ferreira, no último sábado (05/05). Leia abaixo, na íntegra, o documento:
"A morte de qualquer cidadão como a ocorrida com Luiz Carlos Barbon Filho, de 37 anos, assassinado a tiros na cidade de Porto Ferreira, interior de São Paulo, obviamente, gera indignação e repulsa de toda a sociedade. Inicialmente, é preciso exigir o esclarecimento, punição dos responsáveis e hipotecar toda a solidariedade aos familiares e amigos da vítima.
Luiz Carlos Barbon Filho, apesar de se auto-intitular jornalista, não o era de fato e de direito. O jornal Realidade , de sua propriedade, foi fechado pois nunca esteve regularizado e Barbon Filho não possuía o registro de jornalista, tendo sido, inclusive, processado por exercício ilegal da profissão. No entanto, esses fatos não justificam nenhum ato de violência contra sua pessoa e tampouco desabonam as denúncias que eventualmente tenha feito contra desmandos de autoridades ou grupos.
Esse episódio exige uma reflexão profunda sobre o atual estágio de fragilidade social a qual está exposta a profissão de jornalista e grande parte da população.
Não é possível que crimes e ilegalidades só sejam alvo de ação efetiva do poder público após se tornarem "fenômenos midiáticos". A população não pode ter suas demandas atendidas pelo Estado somente após terem se tornado manchetes dos veículos de comunicação. É preciso existir canais abertos para que o povo exerça a cidadania, denuncie os desmandos dos poderosos, exija o cumprimento da Lei, enfim, faça valer seu direito à cidadania.
Para a realização plena dessas condições básicas de liberdade, os jornalistas têm um papel fundamental a cumprir. Isso é óbvio. Mas é doentio pensar que todo cidadão, para poder exercer esses direitos, deva se arvorar à condição de jornalista.
Estamos diante de uma prova de "déficit de cidadania" no País, que precisa ser solucionado, sob pena de jamais ser uma democracia de fato e de direito."
Diretorias do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e da Federação Nacional dos Jornalistas 





