Dano Material: IstoÉ é condenada por levantar suspeitas em seqüestro

Dano Material: IstoÉ é condenada por levantar suspeitas em seqüestro

Atualizado em 18/10/2006 às 17:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Dano Material: IstoÉ é condenada por levantar suspeitas em seqüestro

A revista IstoÉ foi condenada a pagar indenização de R$ 52,5 mil a Naila Tosca de Freitas, por danos materiais, informou o site Espaço Vital. Na reportagem "Operação Condor Vermelha", de março de 2002, o veículo se referiu a Naila como suspeita de integrar organizações guerrilheiras internacionais envolvidas no seqüestro do empresário Abílio Diniz e do publicitário Washington Olivetto.

A reportagem trazia as seguintes afirmações: "Naila tem 42 anos, é gaúcha, 1,54m de altura, olhos e cabelos castanhos, foi casada e tem um filho com um integrante do Movimiento de Izquierda Revolucionário (MIR), do Chile. Naila é parecida com a mulher que contratou a empresa de motoboys, que entregou encomendas na casa de Olivetto, mas os indícios mais fortes a ligam ao caso Diniz. Ela foi reconhecida pelo vendedor da loja onde foi comprada a Caravan usada no sequestro do empresário".

Em primeira instância, o pedido de indenização foi negado. O relator, desembargador Pedro Luiz Bossle, entendeu que a revista apenas exerceu o seu dever de informar e que agiu dentro dos limites de sua atividade. Naila recorreu à decisão e o desembargador Umberto Guaspari Sudbrack abriu divergência. Ao contrário do relator, ele concluiu que a reportagem ultrapassou os limites do razoável em relação ao direito e o dever de informar. O voto divergente foi seguido por um terceiro desembargador e a indenização concedida.