Crise na PUC-SP: Heleieth, o corte que calou fundo
Crise na PUC-SP: Heleieth, o corte que calou fundo
Atualizado em 06/03/2006 às 12:03, por
Pedro Venceslau e da redação.
Crise na PUC-SP: Heleieth, o corte que calou fundo
Por Das 447 demissões de docentes feita até agora pela PUC-SP para acabar com o seu déficit mensal de R$ 4,7 milhões, uma em especial vem dando o que falar. A inclusão da socióloga Heleieth Saffioti, titular do departamento de pós - graduação em ciências sociais, na temida lista de cortes - mais conhecida como "passaralho" - desencadeou uma polêmica no mínimo inusitada. Ocorre que Heleieth, além de docente, é uma das mais importantes militantes feministas do país. Como, nesta condição, ela defende ardorosamente a descriminalização do aborto, sua demissão foi interpretada por ativistas de todo país como um ato de "perseguição ideológica" da Arquidiocese de São Paulo, responsável pela lista negra.Um abaixo - assinado, que começou a circular entre acadêmicos pela Internet e já conta com 126 assinaturas, faz duras críticas a direção da PUC, que é acusada de estar transformando a Universidade em "um cemitério de idéias".
O documento diz, ainda, que crise financeira está servindo de pretexto para uma perseguição ideológica contra pensadores que divergem dos cânones da Igreja Católica". Entre os nomes ilustres que assinaram o manifesto estão a ex-reitora Nadir Gouvêa Kfouri, o professor de filosofia da USP Sergio Adorno, a ex prefeita de São Paulo e deputada Luiza Erundina, e a deputada Federal Jandira Feghali.
Nem a reitoria, nem a Arquidiocese se manifestaram sobre o assunto.






