Crise Editora Três: Após 240 demissões, empresa mantém pedido de Recuperação Judicial
Crise Editora Três: Após 240 demissões, empresa mantém pedido de Recuperação Judicial
Atualizado em 16/06/2007 às 04:06, por
Cristiane Prizibisczki e Thaís Naldoni/Redação Portal IMPRENSA.
Crise Editora Três : Após 240 demissões, empresa mantém pedido de Recuperação Judicial
Por Continua o entrave entre a Editora Três e os 240 demitidos - entre eles, 40 jornalistas - no último corte que a empresa fez, em 11 de maio deste ano. Há cerca de 15 dias, a Editora ajuizou na 2º Vara de Falência de São Paulo um pedido de Recuperação Judicial, lei que teve origem na antiga concordata e que, se aprovada pelo Poder Judiciário, garante a suspensão de todas as execuções judiciais que estejam em andamento e o pagamento, em até 12 meses, das dívidas trabalhistas.O documento deve passar por avaliação de uma assembléia de credores daqui a duas semanas. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) está negociando com a empresa os valores corretos a serem pagos a cada jornalista. Segundo os advogados do SJSP, além das dívidas recisórias, a Editora Três ainda tem de negociar horas-extra, aluguel de equipamentos e fundo de garantia, que, em alguns casos, não foi recolhido por mais de 20 anos.
Como a lei de Recuperação Judicial é relativamente nova - entrou em vigor em junho de 2005 - este é o primeiro caso em que uma empresa de comunicação será regula por ela. A regulamentação só valerá para os funcionários que tinham carteira assinada na empresa. O SJSP ainda não sabe como ficará a situação dos jornalistas free-lancers .
A Editora Três foi procurada pela reportagem do Portal IMPRENSA, mas a empresa alegou que o responsável pelas informações só estaria de volta à empresa nesta segunda-feira (18/06).
Entenda o caso
No último dia 11/05, a Editora anunciou a demissão de 240 funcionários, dentre eles 40 jornalistas. O restante dos funcionários demitidos trabalhava nas áreas administrativa e gráfica da Três. "Todas as revistas da editora terão uma redação só a partir de segunda-feira. Já estão mudando tudo, inclusive derrubando paredes", disse um funcionário, que preferiu não se identificar.
Além da unificação das redações, as demissões visavam reestruturar o novo local de trabalho. Com isso, ficou confirmado o fim das negociações com a Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), do empresário Nelson Tanure, que já havia investido R$ 5 milhões na editora e teria preferência na compra do grupo.






