Coronel Fernando da Graça Lemos, assessor de imprensa do Comando Militar do Leste: "99% da imprensa apoiou a nossa ação"

Coronel Fernando da Graça Lemos, assessor de imprensa do Comando Militar do Leste: "99% da imprensa apoiou a nossa ação"

Atualizado em 28/03/2006 às 12:03, por Pedro Venceslau e  enviado ao Rio de Janeiro.

Coronel Fernando da Graça Lemos, assessor de imprensa do Comando Militar do Leste: "99% da imprensa apoiou a nossa ação"

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Fotos: Sergio Huoliver Durante a polêmica ocupação do Exército aos morros do Rio de Janeiro para recuperar as armas roubadas por traficantes de um quartel, coube ao coronel Fernando da Graça Lemos, assessor de imprensa do Comando Militar do Leste, fazer o meio de campo com os jornalistas. Na área de comunicação há 3 anos, Lemos é parada obrigatória para os repórteres que desejam ouvir a versão oficial do Exército ou acompanhar de perto as ações dos militares contra o tráfico. Nesta entrevista para Portal Imprensa, concedida em sua sala, no 8º andar do Comando Militar do Leste, no centro do Rio de Janeiro, Lemos rebate a Folha de S.Paulo , que denunciou um suposto acordo entre traficantes e Exército. Confira:

Portal Imprensa - O senhor reconhece que houve, como noticiou a Folha de S.Paulo , um acordo entre o Exército e o Comando Vermelho?
Cel. Graça Lemos -
O Exército não reconhece que tenha havido esse acordo. Não negocia com bandidos. Os traficantes resolveram devolver o armamento porque era mais barato do que ter prejuízo pela venda de drogas.

Portal Imprensa - Se não houve acordo, por que o Exército demorou tanto para chamar a imprensa? É verdade que as armas estavam aqui (no Comando Militar do Leste) desde domingo?
Cel. Graça Lemos -
Isso não tem cabimento. Quanto mais cedo nós recuperássemos o nosso armamento, melhor seria. Estamos falando da eficiência e da eficácia do Exército. As nossas tropas estavam começando a ficar desgastadas. Por que forçaríamos mais três dias de cansaço?.
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"Isso (o acordo com o tráfico) não tem cabimento. Quanto mais cedo recuperássemos nosso armamento, melhor seria"
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Portal Imprensa - A imprensa teve acesso irrestrito às ações do Exército?
Cel. Graça Lemos -
Em 94 (quando o Exército ocupou os morros) a imprensa foi proibida de seguir a nossa tropa nas ações. Nesse ano, foi totalmente liberado. Inclusive, no morro da Providência, quando houve troca de tiros entre o Exército e os traficantes, uma jornalista que ficou no meio do fogo me ligou pelo celular pedindo pelo amor de Deus para que alguém fosse retirá-la do local... Essa repórter se distanciou um pouco mais do que devia e acabou no meio do tiroteio. Aí nós mandamos uma patrulha ir até ela para retirá-la do local.