Copa da "perfumaria" - Por Juliana Bevilaqua dos Santos/Universidade de Caxias do Sul-RS
Copa da "perfumaria" - Por Juliana Bevilaqua dos Santos/Universidade de Caxias do Sul-RS
Copa da "perfumaria" - Por Juliana Bevilaqua dos Santos/Universidade de Caxias do Sul-RS
PorFaltando menos de um dia para a Copa do Mundo, não se fala em outra que não seja o evento futebolístico mais importante do ano. Os olhares estão todos voltados para a Alemanha, sede do mundial. E a imprensa vêm cumprindo seu papel com "rigor". Para se ter uma idéia, a Rede Globo enviou aproximadamente 160 profissionais para cobrir a Copa. Mas para que tanta gente? Ora, para dar em primeira mão as "principais" notícias da Seleção.
Manchetes publicadas nesta semana nos maiores e mais importantes jornais do país como "Ronaldinho machuca as nádegas durante treino do Brasil" e "Calcanhar de Ronaldo vira centro das atenções" são de relevância questionável. Qual a importância em saber que
Ronaldinho machucou o bumbum e que Ronaldo tem uma bolha no pé? Isso muda alguma coisa em nossas vidas?
É claro que é interessante acompanhar as "últimas" da Copa. É bacana saber que Ronaldo Nazário, assim como os "mortais", também tem bolhas no pé. E é até engraçado saber que o Ronaldinho Gaúcho, o melhor jogador do mundo, sofreu um "grave" acidente e ficou com as nádegas marcadas. Mas isso não é o que realmente interessa, já que a imprensa está lá na Alemanha para, em tese, dar as notícias relacionadas diretamente ao futebol.
O que os leitores, telespectadores e ouvintes esperam é uma cobertura séria, que dê destaque para notícias como, por exemplo, a escalação das seleções, as táticas de cada treinador e relatos dos treinos, que nos dá uma idéia de como serão os jogos. Fora isso, bumbuns, calcanhares e bolhas são "perfumaria".






