Compromisso editorial: Por pluralismo, Folha de S. Paulo vai criar guia de fontes alternativas
Compromisso editorial: Por pluralismo, Folha de S. Paulo vai criar guia de fontes alternativas
Compromisso editorial : Por pluralismo, Folha de S. Paulo vai criar guia de fontes alternativas
A Folha de S. Paulo , buscando reforçar sua missão de produzir um jornalismo pluralista - explicitado nos compromissos editoriais do "Projeto Folha " -, vai produzir um guia interno de fontes alternativas.A iniciativa, tomada pelo secretário de Redação Vaguinaldo Marinheiro, foi divulgada na coluna do ombudsman Marcelo Beraba no último domingo (11/03).
Segundo Beraba, Marinheiro distribuiu um comunicado interno na semana passada, no qual solicitou a cada um dos editores uma relação das áreas de cobertura jornalística consideradas mais importantes para cada editoria.
"A partir desta definição o jornal pretende compor listas de fontes de informação para cada um dos setores elegidos", explicou Beraba.
O comunicado justificou a ação com um levantamento interno, que demonstrou que o jornal, em geral, consulta poucas fontes em suas reportagens, buscando, inclusive, sempre as mesmas pessoas. "A intenção é enriquecer ao máximo essas relações [de fontes] para que possamos diversificar as vozes no jornal", afirma o texto.
O ombudsman reproduziu resultados de pesquisas que evidenciam que a "pobreza" de fontes não é um fenômeno exclusivo da Folha . "Salta aos olhos a ausência do contraditório nas reportagens; e é desconcertante a repetição dos mesmos `especialistas´ de sempre", opinou Beraba.
Citando o caso da visita de George W. Bush ao Brasil, ele apontou a ausência de materiais jornalísticos que apontassem uma visão mais crítica ao etanol.
"De 89 textos (reportagens, notas, artigos e editoriais) que analisei, 30 se referiam de alguma maneira ao etanol. Praticamente todos tinham o mesmo ponto de vista, de que o biocombustível será a saída econômica para o Brasil e, quiçá, para a humanidade", ironizou.
O ombudsman elogiou a iniciativa da Folha , a ponto de abrir espaço para que pessoas o escrevam, citando especializações ou áreas de atuação específica, para que o próprio encaminhe os nomes à Redação, "com a esperança de que possam contribuir para a produção de um jornalismo de fato pluralista". 





