Coletiva: Steve Forbes fala do crescimento da economia brasileira e da influência das novas plataformas de comunicação 

Coletiva: Steve Forbes fala do crescimento da economia brasileira e da influência das novas plataformas de comunicação

Atualizado em 30/05/2007 às 08:05, por Karina Padial/Redação Revista IMPRENSA.

Coletiva: Steve Forbes fala do crescimento da economia brasileira e da influência das novas plataformas de comunicação

Por Redator-chefe da revista Forbes , uma das maiores e mais influentes publicações de negócios do mundo, Steve Forbes também é um executivo consagrado, já se candidatou à presidência dos Estados Unidos por duas vezes (em 1996 e 2000) e é o atual assessor do candidato Rudolph Giuliani.

Em sua passagem por São Paulo, na última terça-feira (29), onde se reuniu com executivos no evento "Gestão do Futuro" - fórum de reflexão sobre temas fundamentais para as organizações -, Steve Forbes participou de uma coletiva de imprensa na qual apresentou caminhos para o crescimento da economia brasileira e comentou a influência das novas plataformas de comunicação no planejamento das empresas.

Segundo Forbes, a mídia criou a imagem de que os Estados Unidos passa por um período de recessão. "A imprensa americana sempre enfatiza os aspectos negativos da economia e a forma como essas questões são apresentadas podem refletir no Brasil, por exemplo, em ações como a manutenção de medidas protecionistas que incida sobre o etanol".

América Latina

Questionado sobre a não renovação da concessão do canal venezuelano RCTV pelo presidente Hugo Chávez, o executivo afirmou que esse tipo de medida, assim como as nacionalizações realizadas nesse país e na Bolívia, representam um retrocesso e se traduzem como políticas "idiotas". "Apesar de desastrosas, essas ações não afetam o restante do continente, desde que os outros países continuem adotando medidas positivas na economia. O que ocorre é um desgaste de relações como no caso do gás boliviano e das refinarias brasileiras".

Sobre a introdução de novas plataformas de obtenção de informações, como o You Tube, Forbes foi categórico. Afirmou que a tecnologia pode mudar a forma de transmissão, mas a necessidade de buscar a informação sempre vai existir e, por isso, cabe às empresas se adaptarem, explorarem e descobrirem formas lucrativas de comunicação e venda.

O empresário foi otimista em relação ao Brasil. Para ele, a economia brasileira tem potencial para figurar entre as seis maiores do mundo. "As taxas de crescimento podem chegar até 8% ou 10%, mas para isso são necessárias reformas internas". E citou os setores que apresentam maiores entraves: "O sistema tributário tem que ser simplificado, as taxas de juros precisam ser reduzidas, as leis trabalhistas devem ser afrouxadas, até a educação necessita de melhora".

Era Second Life

Outro participante do fórum, Ran Charan, consultor indiano das maiores empresas do setor corporativo e professor de Harvard, também concedeu uma entrevista aos jornalistas. Em sua análise, a Internet mudou a relação entre empresas e consumidores. "Antes do surgimento da Internet, o poder das negociações estava concentrado nas mãos dos fornecedores. Agora a situação se inverteu e quem tem o controle é o consumidor".

Charan ressaltou a importância dessas plataformas que surgiram recentemente. Para ele, as possibilidades são infinitas: "Você pode criar um blog, buscar e distribuir informações para todo o mundo e ainda criar concorrência entre duas empresas, uma americana e outra alemã, por exemplo".

E encerrou dizendo que a comunicação hoje em dia, por causa da Internet, está mais freqüente, aberta e livre. "E nós ainda não vimos nada, estamos apenas no começo dessa fase virtual. É só a ponta do iceberg", completou.