Coleguinhas: Robinson Machado e a síndrome de Picasso
Coleguinhas: Robinson Machado e a síndrome de Picasso
Coleguinhas : Robinson Machado e a síndrome de Picasso
PorO jornalista Robinson Machado, 25 anos, acumulou à profissão de assessor de imprensa do hospital Sírio Libanês o hobby da pintura. Apaixonado por desenho desde a infância, sempre demonstrou facilidade para a coisa, mas nunca correu atrás. Há dois anos, quando morava no bairro de Perdizes, passou em frente a um ateliê de pintura e resolveu entrar. "Fiz apenas três meses de aula e já comecei a pintar por conta", lembra.
Inicialmente fez telas mais detalhadas, com paisagens e rostos, até se definir pela pintura abstrata, sua paixão até hoje. "Eu me empolguei bastante. Comecei a usar algumas telas para decorar a casa e dei outras de presente" recorda. Empolgação à parte, Robinson manteve com a pintura a sadia relação de hobby. Nunca nem pensou em vender suas telas; no máximo, as usa para presentear os amigos. "Eu nunca tive influência de nenhum pintor, mas teve um quadro que eu fiz inspirado nas técnicas de Jackson Pollock (pintor norte-americano). Ficou bem legal", conta. Destino do quadro? Foi presenteado à também
jornalista Fátima Giglione, uma de suas maiores incentivadoras na área da pintura.
No momento, ele está parado. "Há dois meses não pinto nada. Espero que com o fim do ano o trabalho diminua e eu tenha mais tempo para me dedicar", diz. O tempo é fundamental para essa atividade, mesmo porque, quando está trabalhando em uma tela, Robinson admite perder um pouco a noção das coisas. Em média, ele leva de quatro a seis horas, mas admite que já chegou a passar dias para terminar um quadro: "Quando estou fazendo um quadro, costumo desligar o telefone e ficar sozinho. Esqueço até de comer. Para mim, a pintura faz tanto bem que já virou terapia", conta.






