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"Chapa-branca, não": Lula comenta projeto de rede pública de TV pela primeira vez e defende linha apartidária

"Chapa-branca, não": Lula comenta projeto de rede pública de TV pela primeira vez e defende linha apartidária

Atualizado em 29/03/2007 às 12:03, por Redação Portal IMPRENSA.

"Chapa-branca, não" : Lula comenta projeto de rede pública de TV pela primeira vez e defende linha apartidária

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou nesta quinta-feira (29/03), pela primeira vez, a proposta do ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB-MG) de criação da chamada TV Executivo.

Lula falou durante a posse de cinco novos ministros - entre eles, o jornalista Franklin Martins, que, à frente da Secretaria de Comunicação Social, vai tocar o projeto, definindo elementos como linha editorial e programação.

O presidente informou que a TV Executivo é apenas uma das emissoras da rede pública brasileira, parte de uma campanha de reformulação da política de comunicação do Governo Federal.

"Estou depositando uma expectativa muito grande, porque vamos criar coisas diferentes", disse Lula, segundo a Agência Brasil. "Estamos pensando em ter uma TV pública educativa. Que possa fazer o que muitas vezes a TV privada não faz".

Sobre o projeto apresentado por Hélio Costa, o presidente refutou a possibilidade de a provável futura emissora adotar uma linha chapa-branca, servindo como mero instrumento de propaganda do governante que estiver à frente do Poder Executivo - um dos principais temores dos críticos da TV Executivo.

"Chapa-branca parece bom, mas enche o saco. Gente puxando o saco não dá certo", brincou. "Temos que fazer uma coisa séria. Não uma coisa para falar bem do Governo ou para falar mal do Governo. Uma coisa para informar".

Refutando outra das críticas de quem milita contra a TV pública, o petista defendeu a tese de que o pensamento deste tipo de canal não deve ser focado somente nos níveis de audiência.

"Se vai ter meio ponto de audiência ou zero não me interessa; o que interessa é que tenha a opção para quem quiser ter acesso a uma coisa de muita profundidade", disse. "Não queremos competir, só queremos somar, criar oportunidades".

Lula, que vai discutir o projeto com os ministros na próxima segunda-feira, ressaltou a "grande tarefa" que ele será para Martins.

"Eu sonho grande, com uma coisa quase 24 horas por dia", revelou. "Mas não sei se a gente vai conseguir construir".