Censura: Portal IMPRENSA faz parte de sites brasileiros censurados pela China

Censura: Portal IMPRENSA faz parte de sites brasileiros censurados pela China

Atualizado em 22/03/2007 às 13:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Censura : Portal IMPRENSA faz parte de sites brasileiros censurados pela China

A China, considerado o país com o mais avançado e sofisticado sistema de filtros de acesso à Internet no planeta, já bloqueou cerca de 20 mil sites - inclusive alguns grandes portais brasileiros, como UOL, G1 e Terra.

Este Portal IMPRENSA também está bloqueado - provavelmente por estar hospedado no UOL, que tem acesso restrito.

O cálculo é feito pelo site " " - na tradução para o português, um trocadilho entre a Grande Muralha da China e sistemas de filtros usados na web. A denúncia foi feita pela revista virtual Consultor Jurídico.

No portal, criado para denunciar a censura imposta à Internet no país, é possível saber que sites estão ou não bloqueados pelos servidores chineses: basta digitar determinado endereço; um servidor holandês envia os dados para um servidor chinês, que informa se o site tem ou não acesso restrito.

A China nega que utilize meios de censura à web, apesar de estudos da Escola de Direito da Universidade de Harvard apontarem mais de 19 mil bloqueios de endereços virtuais em território asiático.

Entre os domínios vetados, segundo o "Great Firewall of China", estão os sites de instituições como: BBC, Washington Post , Fox News, Liberation , La Repubblica , Yahoo, AltaVista, Google - à exceção do domínio chinês -, Anistia Internacional, Nintendo, Disney, McDonald´s, Greenpeace, Casa Branca, Microsoft, MSN, Wikipedia, YouTube, MySpace, "Free Tibet" e diversos portais pornográficos; além do próprio "Great Firewall of China".

Segundo o Consultor Jurídico, o sistema de Internet chinês informa ao usuário que os sites bloqueados não existem, foram removidos ou estão "sendo auditados". Os bloqueios são intermitentes e, na consulta, é possível ver quando eles estiveram cancelados.

A embaixada da China não se pronunciou sobre o caso. O CJ informa que o país alega que os acessos são impedidos por questões técnicas, não políticas - o país tem 137 milhões de internautas.