Caso Marília: atentado contra jornal vai parar no "Linha Direta"
Caso Marília: atentado contra jornal vai parar no "Linha Direta"
Atualizado em 02/12/2005 às 13:12, por
por Denise Moraes | Redação Portal IMPRENSA.
Caso Marília: atentado contra jornal vai parar no "Linha Direta"
O caso do incêndio nas instalações da CMN (Central Marília de Notícias), que destruiu as redações do jornal Diário de Marília e das rádios Diário FM e Dirceu AM foi abordado ontem no programa policialesco da TV Globo, o "Linha Direta".O programa abordou também o grande número de atentados à imprensa, que só tem aumentado no país e no mundo, como forma de tolher a liberdade de expressão necessária ao jornalista e à sociedade e apresentou dados alarmantes: segundo levantamento da ONG Repórteres Sem Fronteira, em 2004, 12 jornalistas foram assassinado nas Américas, sendo dois no Brasil. A estatística mostra um aumento nos casos, já que em 2003 foram registrados sete profissionais mortos nas américas do Norte, Sul e Central. Em 2002 foram assassinados nove jornalistas no continente americano, dois deles no Brasil.
Entenda o caso
No dia 8 de setembro, um incêndio destruiu 80% das dependências da CMN (Central Marília de Notícias), que engloba o jornal Diário de Marília , além das rádios Diário FM e Dirceu AM, que chegaram a ficar 24 horas fora do ar. Grande parte dos computadores foi destruída e, dois dias depois, muitos funcionários ainda trabalhavam em casa. O dono do jornal, o empresário Carlos Francisco Cardoso precisou alugar um novo prédio para que a produção jornalística pudesse continuar. Os resquícios encontrados no prédio depois que a poeira (literalmente) baixou não deixaram dúvidas: tratava-se de um incêndio criminoso.
O ápice dessa desconfiança ocorreu quando foi preso o primeiro suspeito de atear fogo ao prédio. Amaury Campoy trabalhava para o ex-prefeito, Abelardo Camarinha, desde 2001 e continuava trabalhando na gestão do atual prefeito, Mário Bulgareli, até perder o cargo no dia 9, um dia depois do atentado, justamente pela sua participação nele.
Rogério, Martinez, editor-assistente do jornal Diário de Marília, declarou a IMPRENSA que a CMN acreditava ser o ex-prefeito é o principal suspeito de ser o mandante dos atentados. Desde as campanhas municipais de 2004 o Diário de Marília vinha produzindo matérias bastante críticas a respeito do então prefeito, Abelardo Camarinha, e sua gestão.
"Houve várias, como uma denúncia que fizemos sobre a compra de softwares que seriam utilizados para um projeto de educação que não existia, além, é claro da matéria especial "30 anos de politicagem", sobre vários políticos de Marília, ora inimigos, ora aliados", contou Martinez.
As denúncias do jornal, no entanto, não impediram que Camarinha conseguisse eleger seu sucessor, o atual prefeito, Mário Bulgareli.






