Cale a boca, Jornalista: Sucursal e repórter da Folha têm sigilo telefônico quebrado
Cale a boca, Jornalista: Sucursal e repórter da Folha têm sigilo telefônico quebrado
Cale a boca, Jornalista : Sucursal e repórter da Folha têm sigilo telefônico quebrado
A Folha de S. Paulo informa, em sua edição de hoje (09/11), que um dos telefones de sua sucursal de Brasília, instalado no comitê de imprensa da Câmara dos Deputados, teve o sigilo quebrado.O pedido, feito pela Polícia Federal à Justiça de Mato Grosso em 24 de setembro, foi acatado pelo delegado Diógenes Curado.
Além da linha da sucursal da Folha , outros 168 números telefônicos tiveram a quebra de sigilo pedida; entre eles, o do aparelho celular de uma repórter do jornal.
Os telefones estavam registrados na agenda do celular de Gedimar Passos, um dos detidos pela PF em 15 de setembro, acusado de negociar a compra do suposto dossiê preparado pelos Vedoin contra candidatos tucanos.
O relatório da PF, segundo a Folha , também traz os telefones da sucursal do jornal O Estado de S. Paulo e de um repórter de O Globo . Como os dois não estão identificados, entretanto, não tiveram pedido de quebra de sigilo feito.
Em seu relatório, o delegado afirmou que "é imperiosa a adoção de medidas que permitam a quebra do sigilo telefônico de todos os terminais suspeitos e a identificação dos que mantiveram contatos com estes".
A quebra foi pedida baseada nos telefonemas que Gedimar recebeu a partir do dia 15, obtidos a partir de perícia técnica.
O jornal criticou a decisão, alegando que entrou em contato com o envolvido no escândalo do "dossiegate", para ouvir a versão dele sobre o caso, apenas a partir do dia 21, enquanto foram feitas, do escritório de Brasília da Editora Abril - que não teve pedida a quebra de sigilo -, ligações nos dias 18 e 19.
No dia 23, a Folha teria ligado novamente para o petista, mas de outros números, que também não foram alvos de pedido semelhante.
O delegado afirmou que vai se pronunciar sobre o caso novamente hoje (09/11), especialmente sobre o caso dos telefonemas da Editora Abril.
Mas antecipou que não sabia que os números da Folha eram ligados à publicação e que já descartou qualquer investigação sobre o jornal, uma vez que já teria percebido "que os jornalistas estavam apenas tentando obter mais informações sobre o caso".
Ainda assim, o diretor jurídico da Folha , Orlando Molina defendeu a tese de que "a quebra do sigilo de telefone utilizado por profissionais da imprensa importa em monitoramento abusivo da atividade jornalística, o que configura violação do sigilo da fonte". 





